Joia criada por empreendedora brasileira ganha destaque no Oscar 2026
Uma peça de ouro e pedra preciosa, concebida no ateliê da ourives Luiza Simões, recebeu atenção mundial ao ser usada pela atriz brasileira Alice Carvalho no tapete vermelho da cerimônia do Oscar 2026. O broche, batizado de ByaYala, traz referências ao termo Kuna, do povo indígena da América Latina, e simboliza a trajetória de quem converteu paixão por joalheria em um modelo de negócios integrado.
Da oficina ao ensino
Luiza começou sua carreira em um pequeno ateliê de São Paulo, aprendendo a serrar, soldar e modelar metais. Após concluir a formação, passou a lecionar no mesmo espaço. Quando a escola original encerrou as atividades, a empreendedora decidiu abrir um novo centro de ensino na mesma rua, contando com o apoio financeiro dos próprios alunos, que adiantaram os pagamentos para viabilizar a compra de equipamentos.
Estrutura da escola
Hoje a escola, que completa três anos de funcionamento, já recebeu cerca de 100 alunos. O curso está dividido em três módulos, totalizando 30 horas de aula, e tem custo de R$ 4.890. O público varia entre jovens que buscam uma nova profissão, profissionais em transição de carreira e artesãos que desejam aprofundar conhecimentos técnicos. Alguns ex‑alunos, como a jovem designer Catarina Salles, já abriram suas próprias marcas a partir do aprendizado adquirido.
Marca própria e estratégia audiovisual
Além da escola, Luiza administra a marca de joias OPVS, vendida em loja física e online. Formada inicialmente em artes cênicas, ela utiliza recursos de audiovisual para contar histórias por trás de cada coleção, criando uma identidade que vai além do objeto. Essa abordagem ajudou a posicionar a marca em eventos de moda e joalheria em Milão e Paris, em 2025.
O Oscar como vitrine internacional
A oportunidade de vestir o broche ByaYala surgiu quando a produção de um filme brasileiro, que contou com Alice Carvalho, procurou um acessório que unisse tradição e contemporaneidade. A escolha trouxe visibilidade imediata: a peça foi fotografada por milhões de espectadores e repercutiu nas redes sociais, colocando a empreendedora no radar de compradores e investidores internacionais.
Perspectivas futuras
Com uma equipe de quatro professores na escola e projetos em desenvolvimento nos Estados Unidos, Europa e Japão, Luiza vê o reconhecimento no Oscar como apenas o início de um processo de expansão. Ela destaca que ainda há muitos desafios a enfrentar, mas que a criatividade e a capacidade de reinventar-se são essenciais para sustentar o crescimento de um negócio que combina arte, cultura e comércio.
Com informações de G1.
Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.
— Redação Gazeta Nacional