Primeiros 123 detentos são recolhidos na nova prisão de San José, construída com apoio de El Salvador
Na manhã desta terça‑feira, 27 de outubro de 2026, o Ministério da Justiça da Costa Rica anunciou a entrada dos primeiros 123 internos em um complexo penitenciário inaugurado nos arredores da capital, San José.
O estabelecimento, descrito como uma “megaprisão”, foi erguido com assistência técnica e financeira do governo de El Salvador, que tem adotado políticas de segurança inspiradas no modelo do presidente Nayib Bukele.
Contexto da construção
Segundo documentos oficiais, o projeto começou a ser desenvolvido há quase dois anos, após a assinatura de um acordo bilateral que previa transferência de expertise em arquitetura prisional, sistemas de vigilância eletrônica e treinamento de guardas. A iniciativa faz parte de um esforço conjunto para combater o aumento da violência urbana e a superlotação das unidades carcerárias tradicionais da Costa Rica.
Características do novo complexo
O complexo possui capacidade para 5 mil detentos, com alas de segurança diferenciada, áreas de reabilitação, salas de educação e oficinas de trabalho. Sistemas de monitoramento por câmeras de alta definição e controle de acesso biométrico foram instalados por empresas salvadorenhas, segundo o Ministério da Justiça.
Reação da sociedade civil
Organizações de direitos humanos manifestaram preocupação quanto ao modelo adotado, lembrando críticas feitas ao sistema prisional de El Salvador, que tem sido alvo de denúncias de abusos e condições severas. Por outro lado, autoridades costarriquenhas defendem que o novo estabelecimento segue normas internacionais e busca melhorar a ressocialização dos internos.
Impacto no sistema penal
Especialistas apontam que a entrada dos primeiros detentos marca o início de uma fase de transição, que pode aliviar a superlotação de presídios antigos e permitir a implementação de programas de reintegração. No entanto, alertam que o sucesso dependerá de investimentos contínuos em capacitação de funcionários e monitoramento externo.
Próximos passos
O Ministério da Justiça informou que, nos próximos meses, mais unidades serão gradualmente preenchidas, com metas para alcançar 50% da capacidade total até o final de 2027. O governo também pretende abrir canais de diálogo com organizações da sociedade civil para garantir a transparência e o respeito aos direitos dos internos.
Com informações de Folha Mundo.
Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.
— Redação Gazeta Nacional