Câmeras com inteligência artificial começam a multar motoristas por celular e cinto no Brasil
Quem dirige por São Paulo, Espírito Santo ou Bahia já pode ter passado por um pedágio invisível: câmeras equipadas com inteligência artificial que enxergam, em tempo real, se o motorista está com o cinto afivelado ou de celular na mão ao volante. A tecnologia deixou de ser exceção e virou parte do dia a dia da fiscalização de trânsito no Brasil, e a tendência é que se espalhe rápido para outros estados.
Onde a tecnologia já está funcionando
Desde julho, equipamentos com esse tipo de reconhecimento inteligente foram instalados nos trechos Sul e Leste do Rodoanel Mário Covas, na Grande São Paulo, ajudando a Polícia Militar Rodoviária a flagrar infrações que, até pouco tempo atrás, dependiam quase que exclusivamente da presença física de um agente na via. As câmeras conseguem analisar o interior dos veículos em movimento e identificar automaticamente cenas como o uso do celular durante a condução ou a ausência do cinto de segurança.
O que diz a regra que autoriza o uso
A base legal para esse tipo de fiscalização vem de uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), em vigor desde abril, que permite o uso de câmeras de videomonitoramento para autuar motoristas. Mas há um detalhe importante: a via precisa estar devidamente sinalizada informando que existe videomonitoramento no trecho, e os equipamentos só podem operar depois de homologados pelos órgãos de trânsito. Além disso, mesmo com a infração captada remotamente pela câmera, a multa só pode ser efetivamente aplicada por um agente de trânsito, que precisa registrar que o flagrante veio do sistema automatizado.
Uma tendência que só cresce
O movimento não fica restrito a São Paulo: rodovias e centros urbanos de outros estados também vêm ampliando o uso de inteligência artificial para monitorar o comportamento de quem está no volante, com sistemas semelhantes já em operação no Espírito Santo e na Bahia. Para especialistas em segurança viária, a tecnologia tem potencial para reduzir acidentes ao coibir dois dos maiores vilões das estatísticas de trânsito — distração ao celular e falta de cinto —, mas o avanço também levanta debates sobre privacidade e sobre até que ponto a vigilância automatizada deve orientar a fiscalização do Estado sobre o cidadão comum.
Com informações do Jovem Pan.
Conteúdo gerado com auxílio de inteligência artificial a partir de fontes noticiosas, com curadoria e edição de Maickel Katz.
— Maickel Katz