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Forças dos EUA são acusadas de usar inundações na Somália como arma durante El Niño

Moradores da cidade de Jilib, no sul da Somália, afirmam que ataques aéreos realizados por forças norte‑americanas contra posições do grupo insurgente al‑Shabaab forçaram a população a buscar refúgio nas margens do rio Juba, já ameaçado por cheias intensificadas pelo fenômeno El Niño.

Relato de testemunhas

Cayni Ali, mãe de seis filhos, descreve a situação como “uma tragédia que se repete”. Segundo ela, as ondas de água subiram até a cintura, enquanto drones americanos sobrevoavam constantemente a região, atacando alvos militares e, segundo seu testemunho, também atingindo civis e animais. “Não há onde correr”, disse a jovem de 27 anos, que viu sua casa, a apenas cinco metros do rio, ser devastada pelos combates.

Acusações de estratégia deliberada

Organizações locais de direitos humanos apontam que as ofensivas aéreas teriam sido coordenadas para pressionar a população a permanecer perto do rio, onde a inundação poderia ser usada como forma de dissuasão ou punição contra áreas que supostamente apoiam o al‑Shabaab. A alegação se enquadra em um padrão de críticas crescentes a operações de contra‑terrorismo que, segundo críticos, colocam civis em risco ao não distinguir adequadamente entre combatentes e não combatentes.

Reação dos Estados Unidos

Até o momento, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos não comentou as acusações específicas de “weaponising” as cheias, mas reiterou que suas operações na Somália visam exclusivamente alvos terroristas e seguem as normas do direito internacional humanitário. Porta-vozes afirmam que as missões são conduzidas com “precisão máxima” para minimizar danos colaterais.

Contexto climático

A região já sofre com as consequências do El Niño, que tem provocado chuvas intensas e elevações repentinas nos níveis dos rios. Especialistas em clima alertam que a combinação de conflito armado e eventos climáticos extremos aumenta a vulnerabilidade das comunidades, dificultando evacuações e ampliando o risco de perdas humanas.

Impacto humanitário

Organizações de ajuda humanitária relataram um aumento nas necessidades de abrigo, alimentos e água potável em Jilib e áreas vizinhas. A falta de acesso a áreas altas, aliada à presença constante de drones, tem dificultado a distribuição de assistência e gerado temor entre a população civil.

Próximos passos

Grupos de direitos humanos planejam levar o caso às Nações Unidas, buscando uma investigação independente sobre possíveis violações do direito internacional humanitário. Enquanto isso, a comunidade internacional acompanha de perto a situação, pedindo transparência nas operações militares e reforço de medidas de proteção civil em regiões vulneráveis a desastres climáticos.

Com informações de The Guardian World.

Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.

— Redação Gazeta Nacional

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