Política

Mesários de seção em São Paulo recebem orientação para voto em papel após encerramento antecipado

Na tarde da última terça‑feira, a ata da seção eleitoral do colégio Liceu Pasteur, na Vila Mariana (Zona Sul de São Paulo), registrou que mesários foram instruídos a usar cédulas de papel caso eleitores comparecessem ao local depois das 17h. A orientação surgiu depois que a equipe encerrou a votação às 17h, em desacordo com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que havia prorrogado o horário até as 19h, horário de Brasília.

Encerramento antes da prorrogação

De acordo com o documento, a urna eletrônica não registrava votos no início da votação, mas funcionou normalmente até as 17h. Nesse momento, os mesários anotaram o “encerramento dos trabalhos conforme orientação do TRE” e imprimiram todos os boletins de urna, retirando a mídia do equipamento.

Nova orientação do TRE-SP

Às 17h28, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE‑SP) informou a equipe que deveria permanecer no local até as 19h e que, caso surgissem eleitores, o voto deveria ser realizado em papel, já que a urna havia sido encerrada e não poderia ser religada.

Suspensão da prorrogação pelo TSE

Quatro minutos depois, um fiscal do PL solicitou um boletim de urna, mas não havia cópia extra. Em seguida, o TRE‑SP comunicou que o ministro Kássio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), havia suspenso a extensão do horário. Os mesários foram então orientados a deixar a seção.

Detalhes da decisão judicial

A prorrogação havia sido solicitada pelo Partido dos Trabalhadores (PT), que alegou dificuldades de transporte público para eleitores em São Paulo e Salvador. O ministro Cristiano Zanin determinou a extensão até as 19h, mas posteriormente esclareceu que a medida valia apenas para seções ainda em funcionamento; urnas já encerradas não poderiam ser reabertas.

Impacto e esclarecimentos posteriores

Após a decisão do ministro Nunes Marques, os presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais receberam ofício instruindo que as seções ainda abertas permanecessem em votação até as 19h, em cumprimento ao entendimento do STF. O caso do Liceu Pasteur ilustra a complexidade operacional das eleições de 2026, em que divergências entre decisões judiciais e procedimentos técnicos podem gerar confusão para mesários e eleitores.

O episódio também levanta questões sobre a comunicação entre os órgãos eleitorais e as equipes de votação, especialmente em situações de prorrogação de horário e uso emergencial de cédulas de papel, previstas apenas para falhas nas urnas eletrônicas.

Com informações de Revista Oeste.

Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.

— Redação Gazeta Nacional

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