Economia

Déficit nominal do setor público bate R$ 1,3 trilhão e chega perto de 10% do PIB

As contas públicas brasileiras voltaram a acender um sinal de alerta. O rombo nominal do setor público — que soma o resultado primário do governo às despesas com juros da dívida — chegou a R$ 1,3 trilhão no acumulado de 12 meses até junho, o equivalente a praticamente 10% de tudo o que o país produz em um ano. É um número que, na prática, mostra o quanto o Brasil está gastando mais do que arrecada quando se coloca na conta o custo de financiar a própria dívida pública.

Para onde foi o dinheiro

Do total do déficit nominal, a maior fatia — 8,8% do PIB — corresponde só ao pagamento de juros da dívida pública, enquanto o déficit primário (a diferença entre receitas e despesas do governo, sem contar os juros) ficou em 1,1% do PIB. Ou seja: o problema não está apenas em gastar mais do que arrecada no dia a dia, mas principalmente no custo cada vez mais alto de rolar a dívida acumulada ao longo dos anos. Sem um ganho extra de R$ 75,5 bilhões que o Banco Central registrou com operações de swap cambial, o rombo nominal teria estourado a barreira dos 10% do PIB.

A dívida bruta também engorda

Enquanto isso, a dívida bruta do governo geral saltou para R$ 10,8 trilhões, o equivalente a 81,9% do PIB — o maior patamar desde abril de 2021. É um movimento que preocupa economistas porque, quanto maior a dívida, maior tende a ser o gasto com juros no futuro, criando uma espécie de bola de neve fiscal difícil de reverter no curto prazo.

Como o Brasil se compara com outros países

O patamar brasileiro chama atenção justamente por destoar do que se vê em outras economias emergentes: o Fundo Monetário Internacional projeta, em média, um déficit de cerca de 6% do PIB para esse grupo de países neste ano. Ou seja, o Brasil está gastando proporcionalmente bem mais do que a maioria dos seus pares ao redor do mundo, o que reforça a pressão para que o governo avance em alguma frente de ajuste fiscal nos próximos meses — ainda que esse seja, historicamente, um dos temas mais espinhosos da política econômica nacional.

Com informações da Revista Oeste.

Conteúdo gerado com auxílio de inteligência artificial a partir de fontes noticiosas, com curadoria e edição de Maickel Katz.

— Maickel Katz

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *