Caminhão-bomba explode em base da polícia na Colômbia e deixa 11 feridos
Um caminhão carregado de explosivos detonou de madrugada em frente ao quartel-general da polícia em Cúcuta, cidade colombiana colada na fronteira com a Venezuela, e o resultado foi um prédio com o telhado arrancado, janelas estilhaçadas por todo lado e onze pessoas feridas. A explosão aconteceu na madrugada deste sábado (1º) e reacendeu, mais uma vez, a discussão sobre o controle de rebeldes armados naquela região fronteiriça.
Como foi o ataque em Cúcuta
Segundo o general William Rincón, diretor-geral da Polícia Nacional da Colômbia, o veículo usado no atentado foi deixado estacionado bem em frente ao prédio que serve de sede da corporação em Norte de Santander, departamento colombiano que faz fronteira com a Venezuela. A explosão, ainda no escuro da madrugada, danificou boa parte da cobertura do edifício e quebrou vidraças em várias salas. Ao todo, oito policiais e três civis ficaram feridos. Também morreu Gorda, cadela farejadora de 8 anos que fazia parte da equipe canina da corporação — um detalhe que comoveu moradores da região.
Quem está por trás do atentado
O governo colombiano atribuiu a autoria do ataque ao ELN (Exército de Libertação Nacional), hoje o maior grupo guerrilheiro ainda ativo no país. Cúcuta não foi escolhida por acaso: a cidade e toda a província de Norte de Santander são, há décadas, palco de disputa entre guerrilhas e facções do narcotráfico que brigam pelo controle das rotas de contrabando que atravessam a fronteira com a Venezuela. Não é a primeira vez que a região vira alvo de ataques armados, e dificilmente será a última enquanto esse território seguir sendo tão valioso para o crime organizado.
O momento político não ajuda
O ataque chega em um momento particularmente delicado para a segurança colombiana. Abelardo de la Espriella, político de perfil ultraconservador que prometeu na campanha encerrar as negociações de paz com os grupos rebeldes ainda ativos no país, estava prestes a tomar posse em Cali — outra cidade que também vem sendo alvo de ataques recentes de guerrilheiros. A expectativa agora é que o novo governo endureça o discurso de segurança pública logo nos primeiros dias de mandato, mas analistas locais alertam que decisões precipitadas podem, na prática, aumentar a violência em vez de reduzi-la.
Com informações da UPI.
Conteúdo gerado com auxílio de inteligência artificial a partir de fontes noticiosas, com curadoria e edição de Maickel Katz.
— Maickel Katz