Justiça determina demolição emergencial de obra da New Home na zona leste de SP
A 2ª Vara Cível do Foro Regional da Penha, em São Paulo, concedeu ordem para a demolição compulsória de um prédio em construção da construtora New Home, localizado na Avenida Padres Olivetanos, 455, Vila Esperança. O magistrado Alberto Carlos Nogueira Costa fixou o prazo de dez dias para que a prefeitura execute a obra, autorizando a contratação direta de empresa sem licitação e estabelecendo multa diária entre R$ 5 mil e R$ 100 mil em caso de descumprimento.
Decisão judicial
O juiz fundamentou a medida em laudo técnico que identificou graves anomalias estruturais, entre elas vigas sem concretagem, ferragens corroídas e emendas de amarração duvidosa. Segundo o parecer, a situação gerava risco iminente de colapso lateral, justificando a ação preventiva para evitar novas fatalidades.
Riscos estruturais apontados
Além das falhas de engenharia, a obra estava abandonada e sob embargo da subprefeitura da Penha. Uma escola infantil vizinha, que precisou fechar suas portas há meses, ingressou com ação judicial alegando rachaduras nas paredes e risco de desabamento que ameaçava crianças. O laudo corroborou as reclamações, evidenciando perigo concreto para a vizinhança.
Reação da prefeitura
A administração do prefeito Ricardo Nunes informou que já foi notificada da decisão e que o cronograma para a demolição está sendo elaborado. A Subprefeitura da Penha também registrou a interdição da obra em setembro, após inspeção que constatou a ausência de segurança. A Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento (SMUL) reforçou que os alvarás de aprovação e execução da obra foram indeferidos em maio de 2025 e julho de 2026.
Impacto na comunidade
O desabamento de outro prédio da mesma construtora, na Rua Tequici, na Penha, matou seis pessoas em setembro e desencadeou investigações sobre possíveis fraudes contra compradores. Clientes alegam prejuízos superiores a R$ 4 milhões, com denúncias de estelionato por imóveis não entregues. A demolição emergencial agora pode representar um passo importante para restaurar a confiança dos moradores na segurança das construções da região.
Investigações em curso
Além da ordem de demolição, a Polícia Civil mantém duas frentes de investigação: a apuração das causas do colapso que vitimou seis pessoas e a suspeita de golpes contra compradores de imóveis da New Home e da Hastiforme. O engenheiro Cristiano Salgado Vivaqua e a arquiteta Isis de Freitas Rodrigues Brandão, responsáveis técnicos pela obra que ruiu, permanecem foragidos, enquanto o pai de Cristiano, Ronaldo dos Santos Vivaqua, cumpre pena de prisão preventiva.
Com a medida judicial, a prefeitura tem agora respaldo legal para agir rapidamente, evitando que outras obras da mesma empresa representem risco à população enquanto as investigações prosseguem.
Com informações de G1.
Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.
— Redação Gazeta Nacional