Cuba aprova pacote com 174 reformas econômicas — e Díaz-Canel culpa os EUA pela crise
O parlamento cubano deu aval, em apenas uma semana, a um pacote com 174 reformas econômicas — considerada a mudança de rumo mais significativa na política do governo em pelo menos 15 anos. O presidente Miguel Díaz-Canel foi a público defender o conjunto de medidas, mas fez questão de colocar a culpa pela crise econômica que o país enfrenta nas sanções impostas pelos Estados Unidos.
O que muda na prática
Segundo o governo cubano, as reformas têm como objetivo ampliar a capacidade produtiva da ilha, estimular investimentos, fortalecer tanto empresas estatais quanto privadas e cooperativas, aumentar as exportações, atrair moeda estrangeira e dar mais autonomia econômica a municípios e empresas estatais.
“Não é para mais capitalismo”, diz Díaz-Canel
Em discurso, Díaz-Canel fez questão de deixar claro que o pacote não representa uma guinada liberal: “as transformações que estamos implementando não são para mais capitalismo, mas para defender e avançar a construção do socialismo”, disse. O presidente também garantiu que não haverá privatização de setores considerados estratégicos, como saúde, educação, ciência e cultura.
Governo cubano aponta o dedo para Washington
O chanceler Bruno Rodríguez foi na mesma linha, acusando os Estados Unidos de tentar isolar Cuba da economia global ao cortar o acesso do país a combustível, tecnologia e financiamento internacional. O discurso reforça a estratégia do governo cubano de atrelar as dificuldades econômicas internas ao histórico embargo americano, ao mesmo tempo em que tenta abrir espaço para mais investimento sem abrir mão do discurso socialista.
Com informações da UPI.
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— Maickel Katz