Política

Espanha convoca eleições antecipadas para 29 de novembro devido à crise habitacional

Na manhã desta segunda‑feira (5 de outubro), o primeiro‑ministro espanhol Pedro Sánchez anunciou a convocação de eleições gerais antecipadas para 29 de novembro. A medida surge como resposta direta à escalada da crise habitacional que tem provocado protestos em Madrid e em outras cidades do país.

Motivo da convocação

O governo havia apresentado, na semana anterior, um pacote de decretos destinado a limitar o aumento de aluguéis e a endurecer as regras de despejo. O objetivo era conter a pressão sobre inquilinos, que tem enfrentado reajustes de aluguel acima da inflação e expulsões em massa. A proposta foi rejeitada pelo Congresso, cujas bancadas estão fragmentadas entre socialistas, conservadores e partidos nacionalistas.

Rejeição no Parlamento

O plenário votou contra o pacote em sessão extraordinária, citando preocupações sobre o impacto nos proprietários e no mercado imobiliário. A derrota legislativa deixou o governo sem apoio majoritário para avançar com as reformas habitacionais, gerando um impasse que, segundo o próprio Sánchez, compromete a capacidade de governar.

Protestos em todo o país

O veto ao texto foi imediatamente seguido por manifestações de milhares de pessoas nas ruas de Madrid, Barcelona, Valência e outras cidades. O ponto de maior concentração foi a Puerta del Sol, onde manifestantes montaram um acampamento e exigiram a retomada das negociações. O caso que mais inflamou a população foi o despejo de uma mulher de 87 anos de seu apartamento em Madrid, que desencadeou uma onda de protestos nas semanas anteriores.

Cenário político

Para o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), a decisão de antecipar o pleito representa um risco calculado. As últimas pesquisas colocam o socialista em segundo lugar, atrás do Partido Popular (PP), liderado por Alberto Núñez Feijó, que já sinalizou a intenção de retomar o governo. Se o PSOE não conseguir ampliar sua base, a derrota pode encerrar um dos últimos governos de esquerda na Europa, num momento em que a direita está ganhando terreno em vários países.

Próximas eleições

As eleições de 29 de novembro renovarão integralmente o Congresso dos Deputados. Caso o PSOE vença, Sánchez pretende buscar uma maioria progressista que permita avançar com reformas sociais, incluindo a agenda habitacional que motivou a convocação antecipada. O PP, por sua vez, tem apostado em uma plataforma de segurança e economia de mercado, prometendo “quatro anos de estabilidade”. O desfecho do pleito definirá não apenas o futuro imediato da política espanhola, mas também o rumo da luta por moradia no país.

Com informações de G1 Mundo.

Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.

— Redação Gazeta Nacional

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