Economia

Reservas estratégicas de petróleo da AIE: funcionamento e impacto nas crises de abastecimento

A Agência Internacional de Energia (AIE) coordenou, desde março de 2026, a liberação de cerca de um sexto das reservas estratégicas de petróleo dos seus 32 países-membros, em resposta à crescente pressão sobre os mercados causada pela guerra no Oriente Médio e pelas tensões de abastecimento na Europa.

Por que os países mantêm reservas de petróleo?

O consumo mundial gira em torno de 100 milhões de barris por dia, abastecendo veículos, aviões e a indústria petroquímica. Países que dependem de importações mantêm estoques equivalentes a, no mínimo, 90 dias de importações líquidas, formando um colchão de emergência que pode ser acionado para conter oscilações de preço e garantir a continuidade das atividades econômicas.

Estrutura e tipos de estoques

A AIE permite que as reservas sejam armazenadas tanto em petróleo bruto quanto em produtos refinados, como diesel e óleo combustível. Na prática, nações com refinarias robustas tendem a guardar maior volume de crú, aproveitando a capacidade de transformar rapidamente o petróleo em combustíveis. Contudo, a agência recomenda que, ao menos, um terço das reservas esteja em produtos refinados, devido à flexibilidade de inserção direta no mercado.

Coordenação das liberações

Quando a AIE identifica uma crise que ameaça a segurança do abastecimento, os países-membros são convocados a contribuir proporcionalmente ao seu peso no consumo global. Cada governo decide a quantidade, o tipo de produto e o ritmo da liberação. Em 11 de março, foi aprovada a liberação de 400 milhões de barris – a maior ação conjunta já registrada. Até 2 de outubro, 325 milhões desses barris já haviam sido disponibilizados, representando aproximadamente 18% dos mais de 1,2 bilhão de barris que os países mantinham em reservas estratégicas naquela data.

O papel do G7

O grupo de países mais industrializados, o G7, tem pressionado a AIE a acelerar a aplicação dos compromissos assumidos em março. Em 2 de outubro, o G7 anunciou uma nova liberação coordenada, focada principalmente em diesel, prevista para os primeiros 20 dias, e deixou em aberto a possibilidade de novas liberações caso a situação evolua.

Impacto esperado nos preços

Ao colocar volumes significativos de petróleo e diesel no mercado, a ação conjunta visa aumentar a oferta e, assim, aliviar a pressão sobre os preços, que haviam subido devido à incerteza geopolítica. Analistas apontam que, embora a liberação não elimine completamente a volatilidade, ela reduz a margem de risco para os consumidores e para a indústria, proporcionando maior estabilidade ao panorama energético global.

Com informações de G1 Mundo.

Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.

— Redação Gazeta Nacional

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *