Documentário ‘Ney por trás das máscaras’ mostra o cantor entre a folia do Rio e suas vulnerabilidades emocionais
Na noite de 3 de outubro, o Festival do Rio 2026 apresentou ao público o documentário Ney por trás das máscaras, obra de Esmir Filho com co-direção de Thais Guisasola. Exibido como hors concours da mostra Première Brasil, o filme mergulha nos bastidores da preparação da escola de samba Imperatriz Leopoldinense para o desfile carnavalesco que homenageou o artista, com o tema “Camaleônico”.
Um olhar íntimo sobre a preparação carnavalesca
Ao longo da narrativa, o diretor acompanha Ney Matogrosso enquanto ele visita o barracão da escola, dialoga com costureiras, presencia ensaios e acompanha o desfile propriamente dito. As imagens revelam o cantor em situações cotidianas – tomando café da manhã em casa, interagindo com músicos e, em um momento marcante, aparecendo nu enquanto se seca após o banho, simbolizando a desconstrução de suas tradicionais fantasias.
Natureza e simbolismo
O documentário também transporta o espectador para a fazenda de 140 hectares que o artista possui em Sampaio Correia, no litoral de Saquarema. Em cena autorizada pelo Ibama, Ney liberta uma jiboia na mata atlântica, gesto que serve de metáfora para sua busca por liberdade. O registro do momento contrasta com a admissão feita pelo próprio cantor, quase ao final do filme, de que ainda carrega uma “trava emocional” que o impede de se abrir plenamente.
Memórias familiares e o fim de uma era
Um dos pontos mais sensíveis da produção é a menção à mãe de Ney, Beita de Souza Pereira, que faleceu aos 103 anos em março de 2026. O filme inclui imagens e relatos que apontam para a influência da relação materna na trajetória artística do cantor, acrescentando uma camada de profundidade ao retrato.
Comparações e críticas
Embora o conteúdo seja rico em imagens e detalhes, críticos apontam que a amplitude temática pode ter dispersado o foco. A tentativa de abarcar tanto o carnaval quanto a vida rural e familiar pode ter enfraquecido a linha narrativa, especialmente quando comparado a trabalhos anteriores, como Olho nu (2014), de Joel Pizzini, que concentrava-se mais intensamente na figura de Matogrosso nos palcos.
Conclusão
Com informações de G1 Pop & Arte.
Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.
— Redação Gazeta Nacional