Presidente da Cornell admite necessidade de melhorias após denúncias de estupro em fraternidade
A presidente da Universidade Cornell, Martha E. Pollack, declarou que a instituição precisa “fazer melhor” diante das recentes denúncias de agressão sexual ocorridas em uma casa de fraternidade do campus. A afirmação foi feita durante uma coletiva de imprensa realizada na manhã de segunda-feira, após a divulgação de um caso em que uma estudante alegou ter sido drogada e submetida a um estupro coletivo.
Reação da administração
Pollack destacou que o incidente levanta questões profundas sobre a cultura de consumo de álcool e a segurança nas residências estudantis. “Não podemos aceitar que situações tão graves ocorram em nossos espaços. Vamos revisar nossas políticas, reforçar o treinamento e garantir apoio integral às vítimas”, afirmou.
Detalhes das alegações
A acusação foi feita por uma mulher que, segundo a reportagem, esteve em um evento na fraternidade Alpha Beta Gamma na noite de 12 de setembro. Ela relata que, depois de consumir bebidas, foi drogada e, em seguida, subjugada por vários membros da fraternidade. O relato inclui a descrição de um ataque grupal, que, até o momento, permanece sob investigação pela polícia local.
Posição de Michael Kotlikoff
O reitor interino da Cornell Law School, Michael Kotlikoff, descreveu as alegações como “profundamente perturbadoras” e reforçou a necessidade de medidas imediatas para proteger a comunidade estudantil. Kotlikoff, que também atua como conselheiro jurídico da universidade, enfatizou que a instituição cooperará integralmente com as autoridades.
Procedimentos legais e administrativos
A polícia de Ithaca recebeu o relato e iniciou uma investigação criminal. Simultaneamente, o escritório de Assuntos Estudantis da Cornell abriu um processo disciplinar interno contra os membros da fraternidade envolvidos, conforme previsto no código de conduta da universidade.
Contexto mais amplo
Este caso ocorre em meio a uma série de críticas nacionais a instituições de ensino superior por sua forma de lidar com casos de violência sexual. Organizações estudantis têm pressionado por reformas mais rigorosas, incluindo a revisão dos procedimentos de reporte e apoio às vítimas.
Próximos passos
Pollack anunciou a criação de um comitê independente para revisar as políticas de segurança e saúde mental no campus, bem como a implementação de treinamentos obrigatórios sobre consentimento para todos os estudantes residentes em casas de fraternidade e sororidade. A universidade também prometeu maior transparência nos processos de investigação.
Enquanto a investigação prossegue, a comunidade de Cornell permanece vigilante, exigindo respostas claras e ações concretas para prevenir que episódios semelhantes se repitam.
Com informações de BBC World.
Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.
— Redação Gazeta Nacional