Etiópia e Eritreia rompem relações diplomáticas em meio à escalada de conflito no norte
Na manhã de 2 de outubro de 2026, os governos da Etiópia e da Eritreia anunciaram a ruptura total das relações diplomáticas entre ambos os países. A decisão foi formalizada por notas oficiais trocadas entre as embaixadas de Addis Abeba e Asmara, que anunciaram a retirada de todos os diplomatas e o encerramento imediato dos canais de comunicação bilaterais.
Contexto do conflito no norte da Etiópia
O anúncio ocorre em meio a intensas operações militares na região norte da Etiópia, onde as forças governamentais enfrentam grupos rebeldes que controlam parte do território. O confronto, que se arrasta há meses, tem provocado deslocamentos massivos de civis e um aumento nos relatos de violações de direitos humanos.
Relações históricas tensionadas
Etiópia e Eritreia compartilham uma história de rivalidade que remonta à guerra de fronteira de 1998-2000, quando um conflito sangrento deixou centenas de milhares de mortos. Embora um acordo de paz tenha sido assinado em 2018, as relações permaneceram frágeis, marcadas por desconfiança e disputas sobre fronteiras e apoio a grupos insurgentes.
Motivações da ruptura diplomática
Segundo fontes governamentais, a decisão de cortar os laços diplomáticos foi motivada por supostas intervenções da Eritreia no apoio a combatentes rebeldes no norte da Etiópia. O governo etíope acusa a vizinha de fornecer armas, treinamento e refúgio a guerrilheiros, alegação que Eritreia nega veementemente.
Repercussões regionais e internacionais
A ruptura tem potencial para ampliar a instabilidade na região do Chifre da África, onde múltiplas crises humanitárias já desafiam organismos internacionais. A União Africana e as Nações Unidas emitiram declarações pedindo contenção e o restabelecimento de canais de diálogo, ressaltando o risco de que a disputa bilateral se converta em um conflito mais amplo.
Impactos econômicos e humanitários
A escalada do conflito já afetou o comércio transfronteiriço, interrompendo rotas de abastecimento essenciais para ambas as economias. Além disso, milhares de deslocados internos buscam refúgio em acampamentos improvisados, enquanto organizações humanitárias lutam para garantir acesso a assistência básica em meio à crescente insegurança.
Observadores regionais alertam que a ruptura diplomática pode dificultar esforços de mediação e prolongar o ciclo de violência. Enquanto isso, as autoridades etíopes prometem continuar as operações militares para restaurar a ordem nas áreas controladas pelos rebeldes, enquanto Eritreia mantém sua posição de não interferência.
Com informações de BBC World.
Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.
— Redação Gazeta Nacional