Política

Universidades francesas aderem ao bloqueio de escolas de ensino médio

Na manhã de quinta‑feira, 1º de outubro, cerca de trinta instituições de ensino superior na França anunciaram a adesão ao bloqueio de liceus que já mobiliza milhares de estudantes do ensino médio em todo o país. A iniciativa, considerada histórica pelos sindicatos estudantis, amplia a onda de protestos que começou na última semana.

Expansão geográfica

Campi de universidades localizadas em Paris, Estrasburgo, Marselha, Lyon, Reims, Poitiers e Nanterre, entre outras cidades, foram oficialmente incluídos na ação de bloqueio. Embora o acesso físico às dependências esteja restringido, as aulas podem continuar por meio de plataformas digitais.

Reivindicações dos estudantes

Os adolescentes do ensino médio apontam como principais demandas a substituição imediata de professores ausentes, a ampliação de recursos financeiros para as escolas e a melhoria das condições de aprendizagem, que têm sido afetadas por salas superlotadas e períodos de aula extensos. A falta de reposição docente tem gerado jornadas que se estendem de 8h a 18h, segundo relatos de alunos nas ruas.

Contexto de tensão

O movimento estudantil já alcançou 356 liceus na quarta‑feira, número superior ao registrado no dia anterior (338). As autoridades relataram 119 feridos entre estudantes e funcionários desde o início dos bloqueios e 625 detenções na última terça‑feira, além de 83 policiais e gendarmes feridos em confrontos.

Repercussão nas ruas

Nas principais cidades, centenas de jovens se organizaram em frente a escolas, bloqueando tráfego de bondes e incendiando contêineres de lixo como forma de pressão. Em Estrasburgo, o bloqueio incluiu a ocupação da entrada da escola Couffignal, onde manifestantes também ergueram barricadas improvisadas.

Reação do governo

O ministro da Educação, Édouard Geffray, anunciou a abertura de processos judiciais contra atos de violência e a criação de uma plataforma de consulta aberta a todos os estudantes do ensino médio, visando reunir propostas regionais. O interior francês, por sua vez, iniciou três investigações sobre intervenções policiais que resultaram em ferimentos graves.

Perspectivas políticas

Os protestos ocorrem em um momento sensível para o governo, poucos dias antes da apresentação do orçamento nacional e a poucos meses da próxima eleição presidencial, em que a extrema direita desponta como forte concorrente. Sindicatos estudantis pedem, entre outras medidas, financiamento massivo para liceus e universidades, bem como a manutenção de vagas e auxílios habitacionais.

A mobilização estudantil, agora com apoio universitário, continua a evoluir, mantendo o país sob intenso escrutínio tanto interno quanto internacional.

Com informações de G1 Mundo.

Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.

— Redação Gazeta Nacional

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