Lucro da Samsung dispara 250 vezes com boom de chips de memória para inteligência artificial
Enquanto parte do mercado discute se a bolha da inteligência artificial está prestes a estourar, a Samsung está colhendo números que contam uma história bem diferente: o lucro da divisão de chips da empresa multiplicou por 250 vezes, turbinado pela demanda global por memória usada em servidores de IA.
Lucro 250 vezes maior com chips de memória
A gigante sul-coreana informou que o resultado da área de semicondutores disparou conforme data centers ao redor do mundo seguem comprando memória a rodo para treinar e rodar modelos de inteligência artificial. Mais chamativo ainda: a própria Samsung já projeta que a escassez de chips de memória deve piorar no próximo ano, não melhorar — sinal de que a demanda segue correndo na frente da capacidade de produção.
Clientes como a Nvidia querem contrato de vários anos
Diante do aperto no fornecimento, grandes clientes — a Nvidia é citada como um dos principais — estariam pressionando por contratos plurianuais, mesmo pagando preços elevados, só para garantir acesso aos componentes essenciais que sustentam a infraestrutura de data centers de IA. É um movimento clássico de mercado apertado: quem depende do insumo prefere travar o fornecimento a longo prazo, mesmo que isso signifique pagar mais caro agora.
Nem tudo é euforia no setor de chips
O cenário, porém, não é só de comemoração. Ações de semicondutores também vêm registrando forte volatilidade, com investidores reduzindo posição em papéis ligados à IA à medida que a China avança em capacidade própria de fabricação de chips avançados. Some-se a isso um receio crescente sobre até quando o atual ciclo de gastos bilionários em infraestrutura de inteligência artificial é sustentável, e o resultado é um mercado que ao mesmo tempo bate recorde de lucro e vive de olho em um possível ajuste brusco pela frente.
Para a Samsung, pelo menos por enquanto, o boom da IA segue sendo sinônimo de lucro recorde — resta acompanhar se a escassez de memória vira gargalo para o resto da indústria de tecnologia nos próximos meses.
Com informações da Bloomberg.
Conteúdo gerado com auxílio de inteligência artificial a partir de fontes noticiosas, com curadoria e edição de Maickel Katz.
— Maickel Katz