Trump descarta joint venture EUA-China para desenvolver IA
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país não avançará em uma parceria conjunta com a China para o desenvolvimento de inteligência artificial (IA). Em declarações feitas nesta terça-feira, 29 de setembro de 2026, Trump rejeitou a ideia de um empreendimento binacional, argumentando que a criação de “guardrails” – limites regulatórios – sobre a tecnologia poderia frear o crescimento econômico e a inovação.
Posicionamento contra regulação excessiva
Durante a coletiva de imprensa, o mandatário destacou que a imposição de regras rígidas sobre IA poderia limitar a competitividade americana no cenário global. “Precisamos deixar o mercado livre para avançar, sem entraves burocráticos que só atrasam o progresso”, declarou Trump, sem especificar quais medidas regulatórias seriam consideradas excessivas.
Contexto de tensão tecnológica entre EUA e China
A recusa de Trump vem em meio a uma disputa cada vez mais acirrada entre Washington e Pequim por liderança no campo da IA. Ambos os países investem bilhões de dólares em pesquisa, desenvolvimento e aplicação de algoritmos avançados, desde veículos autônomos até sistemas de vigilância e armamento. Autoridades americanas têm alertado sobre riscos de transferência de tecnologia sensível, enquanto a China tem buscado parcerias estratégicas para acelerar seu próprio ecossistema de IA.
Impacto nas relações bilaterais
A decisão de Trump pode aprofundar a divisão tecnológica entre as duas potências. Analistas apontam que a ausência de um esforço conjunto pode levar a padrões incompatíveis e a uma corrida armamentista digital, com cada lado buscando consolidar suas próprias normas e infraestruturas. Por outro lado, a postura firme dos EUA pode ser vista como um incentivo para que empresas nacionais invistam mais em pesquisa interna, reforçando a cadeia de suprimentos doméstica.
Reação do setor e da comunidade científica
Especialistas em tecnologia manifestaram preocupação com a falta de cooperação internacional em áreas críticas como segurança de IA e ética algorítmica. “A colaboração transfronteiriça pode ser crucial para estabelecer diretrizes que protejam a sociedade sem sufocar a inovação”, comentou a professora Ana Ribeiro, do Instituto de Tecnologia de São Paulo. No entanto, representantes da indústria americana elogiaram a postura de Trump, alegando que a competitividade global depende de um ambiente regulatório leve.
Próximos passos da política de IA nos EUA
Com a recusa da joint venture, a administração Trump indicou que continuará a promover iniciativas de IA lideradas por empresas privadas e centros de pesquisa nacionais. O governo ainda não detalhou um plano concreto para substituir a colaboração internacional, mas prometeu investimentos adicionais em programas de desenvolvimento de talento e infraestrutura de computação de alta performance.
Com informações de BBC World.
Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.
— Redação Gazeta Nacional