Política

Eleitores chegam à última semana antes das eleições de 2026 sem definir todos os votos

Faltando apenas sete dias para o primeiro turno das eleições de 2026, uma parcela considerável do eleitorado ainda não finalizou a chamada “colinha” – a anotação com os números dos candidatos que pode ser levada à cabine. Enquanto alguns já têm todos os seis votos definidos, outros continuam avaliando opções para cargos legislativos e, em alguns casos, para a Presidência.

Entrevistas nas ruas da capital

Em pontos estratégicos de Brasília, eleitores relataram as razões da indecisão. Savina Sampaio, confeiteira, afirmou que ainda pondera a “índole” e a “trajetória” dos candidatos antes de fechar sua lista. O aposentado Gilmar Mendes de Aguiar também admitiu não ter escolhido ainda dois cargos, inclusive o de deputado federal.

Análise dos cientistas políticos

Para o pesquisador Murilo Medeiros, da Universidade de Brasília, o fenômeno é esperado diante da complexidade da disputa. “São seis votos, centenas de candidatos, cargos muito diferentes entre si e uma quantidade enorme de informações para assimilar em poucas semanas. É natural que parte dessas escolhas fique para a reta final”, explicou. Já Leonardo Barreto, especialista em comportamento eleitoral, atribui a procrastinação ao desinteresse geral pela política: “É aquela tarefa que você sabe que precisa fazer, mas não gostaria de fazer”.

Dados das pesquisas

Um levantamento da Quaest, divulgado em agosto, mostrou que 32% dos eleitores ainda decidem o candidato ao Senado na última semana, e 14% deixam a escolha para o próprio dia da votação. No caso da Presidência, 20% adiam a decisão até a semana final e 10% só escolhem no dia do pleito. A Datafolha, ao analisar a eleição de 2022, apontou que um quarto dos eleitores definiu os votos para o Congresso na véspera ou no dia da votação, com 17% decidindo o Senado e 18% a Câmara nesse período.

Desafios da “colinha” incompleta

Os entrevistados destacaram que a quantidade de candidatos – especialmente para deputado federal, deputado distrital e senador – dificulta a comparação de propostas. Giovanna, estudante de psicologia, resumiu a situação: “São muitas opções. Preciso estudar melhor as propostas para escolher quem realmente faz mais sentido para mim”. Além da complexidade, a falta de clareza sobre as funções de cada cargo também contribui para a posterg ação.

Implicações para o processo eleitoral

Especialistas alertam que, embora a indecisão seja comum, ela não deve ser confundida com o desinteresse total. Eleitores que ainda não definiram a “colinha” podem buscar informações de última hora, conversar com familiares ou amigos de confiança e ainda participar ativamente das urnas. Como ressaltou Medeiros, o Legislativo tem papel central na definição das políticas públicas nos próximos quatro anos, e a escolha consciente dos representantes permanece essencial, mesmo que a decisão ocorra na reta final da campanha.

Com informações de G1 Política.

Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.

— Redação Gazeta Nacional

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