Cantor Rick, da dupla Rick & Renner, recorda infância no Tocantins antes de morrer em acidente de helicóptero
O cantor Rick, conhecido por integrar a dupla sertaneja Rick & Renner, concedeu uma entrevista ao quadro “Bem Sertanejo”, exibido no programa Fantástico, na qual descreveu a infância que passou na zona rural de Monte do Carmo, então parte de Goiás, hoje Tocantins. As declarações foram divulgadas em vídeo na mesma noite em que o Corpo de Bombeiros confirmou o falecimento de Rick em um acidente de helicóptero ocorrido em Santa Catarina.
Raízes no campo
Rick narrou que chegou ao mundo assistido por parteira, ainda envolto pelos sons da mata e das plantações. Até os dez anos de idade, viveu totalmente inserido no ambiente da roça, onde o rádio da mãe trazia ao lar músicas sertanejas de Goiás, São Paulo e outras regiões, enquanto o pai apresentava manifestações culturais típicas da região.
Influência da sussa
Um dos ritmos citados pelo artista foi a sussa, tradicional do Tocantins, presente em festas de Folias de Reis e do Divino. Segundo ele, a batida da sussa acabou permeando a produção musical da dupla, especialmente na canção “Fica Muita Cedo”, que incorpora elementos do ritmo tocantinense.
Início da trajetória musical
Aos dez anos, Rick formou, ao lado da irmã, a dupla Sereno e Serenata, cantando ainda no interior. A família mudou-se para Brasília, onde o casal passou a se apresentar em casas noturnas. O pai, porém, proibiu a irmã de seguir a carreira, o que levou Rick a buscar novos parceiros e, eventualmente, consolidar a parceria com o futuro companheiro de dupla.
Legado familiar
O pai de Rick, aos 82 anos, ainda mantém viva a tradição musical, cantando canções que compôs ao longo da vida, embora nunca as tenha escrito formalmente. O cantor ressaltou que a herança cultural do pai e o cotidiano da roça moldaram sua identidade artística, conectando-o permanentemente ao Tocantins.
Desfecho trágico
Na manhã de 22 de setembro de 2026, Rick sofreu um acidente fatal ao pilotar um helicóptero em Santa Catarina. O Corpo de Bombeiros confirmou a morte, o que trouxe nova atenção à entrevista concedida ao Fantástico, transformando-a em um último registro público de suas memórias e da influência de sua terra natal na música sertaneja.
Com informações de G1 Pop & Arte.
Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.
— Redação Gazeta Nacional