Trump anuncia acordo para desarmamento total do Hamas dentro do plano de paz para Gaza
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (30) que a chamada Junta de Paz fechou um acordo para o desarmamento total do Hamas e de outros grupos armados na Faixa de Gaza. Trump classificou o passo como “histórico” e afirmou que ele abre caminho para a formação de um novo governo palestino no território — um dos pontos mais aguardados do plano de paz para Gaza apresentado pelos Estados Unidos ainda em 2025.
Retirada de tropas israelenses depende da conclusão do desarmamento do Hamas
Segundo publicou Trump em sua rede social Truth Social, o acordo será implementado “em fases cuidadosamente estruturadas”. Somente depois que o desarmamento estiver concluído as forças israelenses deixarão o território, enquanto uma Força Internacional de Estabilização atuará ao lado de uma nova força policial palestina para garantir a segurança em Gaza. Segundo o republicano, o entendimento deve permitir que o enclave passe a ser administrado por um novo governo palestino.
Egito, Catar e Turquia tiveram papel central na mediação
Trump agradeceu publicamente aos esforços de mediação de Egito, Catar e Turquia, além do trabalho de sua equipe de negociadores, que classificou como decisivo para viabilizar o acordo de desarmamento anunciado nesta semana.
Hamas resistiu meses antes de aceitar o desarme
Durante meses, o Hamas evitou avançar nas negociações, recusou-se a entregar armas e chegou a tentar transferir unilateralmente o controle de Gaza para o Comitê Nacional de Administração do território sem se desarmar. De acordo com o site especializado Axios, a pressão externa somada ao agravamento da crise econômica na Faixa — atribuída por parte da população ao próprio grupo — teria levado o Hamas a aceitar, enfim, o desarme anunciado por Trump.
Acordo integra plano de 20 pontos apresentado em 2025
Trump descreveu o entendimento como um “marco importante” na aplicação de seu plano de 20 pontos para Gaza, apresentado em 29 de setembro de 2025 ao lado do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. O plano prevê o fim da guerra, a libertação de reféns, a criação de um arcabouço de segurança para Israel e a transição para uma administração palestina de caráter técnico, além do desarmamento do Hamas, a retirada gradual das tropas israelenses e a criação de uma estrutura internacional de supervisão para a reconstrução e a governança de Gaza.
Com informações da EFE.
Conteúdo redigido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial de Maickel Katz.
— Maickel Katz