Governo Lula anuncia reajuste de 15% no Bolsa Família, piso sobe para R$ 691
Em comunicado oficial divulgado nesta quinta-feira (17), o Ministério do Planejamento informou que o Bolsa Família receberá um aumento de 15,04%. O piso do benefício, antes fixado em R$ 600, passa a ser de R$ 691 a partir de outubro, e o valor médio pago à família sobe de R$ 675 para R$ 777.
Reajuste e novos valores
Além do novo piso, os complementos que incidem sobre crianças, gestantes, adolescentes e bebês também foram ajustados. O adicional para crianças de até 6 anos passa de R$ 150 para R$ 173, o benefício para gestantes sobe de R$ 50 para R$ 58, e o pagamento para adolescentes entre 7 e 18 anos e para bebês de até seis meses passa de R$ 50 para R$ 58.
Impacto fiscal
O governo estima que o reajuste custará R$ 5,8 bilhões entre outubro e dezembro de 2026. Para o próximo exercício, o aumento deverá representar R$ 22,7 bilhões, elevando a despesa total do programa de R$ 157,1 bilhões para cerca de R$ 179 bilhões. O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, afirmou que há margem fiscal suficiente para absorver esses gastos, citando um relatório a ser divulgado em 24 de setembro que comprovará a disponibilidade de recursos.
Contexto eleitoral
A medida foi anunciada durante a campanha para a disputa presidencial de 2026, quando o programa Bolsa Família tem sido um dos principais pontos de destaque da gestão de Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o governo, o ajuste corresponde à reposição da inflação acumulada nos primeiros oito meses do mandato, que não havia sido considerada nas revisões anteriores.
Reação de opositores
Representantes da campanha de Flávio Dino já manifestaram a intenção de recorrer à Justiça Eleitoral, alegando que o aumento poderia infringir a Lei das Eleições ao beneficiar eleitores próximo às urnas. Até o momento, não há registro de medidas judiciais apresentadas.
Detalhes do programa
Para ter direito ao Bolsa Família, a renda per capita familiar deve ser de até R$ 218 e o Cadastro Único precisa estar atualizado, incluindo a comprovação de frequência escolar e de acompanhamento de saúde. Em agosto, o programa beneficiava cerca de 19,3 milhões de famílias, número mantido nos últimos meses.
O governo também destacou que o fortalecimento dos mecanismos de combate à fraude contribuiu para viabilizar o aumento sem comprometer o controle de gastos.
Com informações de G1 Política.
Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.
— Redação Gazeta Nacional