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Ex‑presidente do Kosovo é condenado a 25 anos de prisão por crimes de guerra

Um tribunal sediado em Haia condenou nesta quarta‑feira, 16 de setembro, o ex‑presidente do Kosovo, Hashim Thaçi, a 25 anos de reclusão pelos crimes de guerra cometidos durante o conflito que culminou na independência do território em 2008. O veredicto, aguardado há anos, marca a primeira condenação de um líder político de um Estado balcânico por delitos de guerra perante um órgão internacional.

Sentença e tribunal

A decisão foi proferida pelo Kosovo Specialist Chambers, um tribunal criado em 2015 e instalado em Haia para garantir a independência das investigações sobre os supostos abusos cometidos entre 1998 e 2000. Thaçi recebeu a pena máxima prevista – 25 anos – por crimes contra civis, incluindo tortura, assassinatos e deportação forçada.

Histórico de acusações

Antes de assumir a presidência, Thaçi liderou a Força de Libertação do Kosovo (KLA), organização armada que lutou contra as forças sérvias. Em 2020, ele foi preso pela polícia de Kosovo e entregue ao tribunal especializado, após ser acusado de comandar operações que resultaram em graves violações de direitos humanos. O processo, que durou quase seis anos, contou com depoimentos de vítimas, testemunhas e documentos que apontaram a responsabilidade direta do ex‑chefe de Estado.

Reação no Kosovo

O anúncio gerou manifestações nas principais cidades do Kosovo, com apoiadores de Thaçi exigindo sua libertação e denunciando o que consideram uma interferência externa na soberania do país. Por outro lado, grupos de direitos humanos celebraram a sentença como um marco na luta contra a impunidade. O governo de Albin Kurti ainda não se pronunciou oficialmente, mas indicou que vai analisar os próximos passos diplomáticos.

Implicações regionais

A condenação pode reverberar nas relações já tensas entre Kosovo e Sérvia. Belgrado, que nunca reconheceu a independência de Pristina, recebeu a notícia com cautela, mas sem emitir declarações públicas de apoio ao veredicto. A União Europeia, que mediará as negociações de normalização entre os dois países, destacou que a decisão reforça o compromisso da comunidade internacional com o Estado de direito.

Possíveis recursos

Thaçi já anunciou que recorrerá da sentença ao Tribunal de Apelação do Kosovo Specialist Chambers. O processo de recurso pode se estender por vários meses, mantendo o caso em foco nas atenções globais sobre a justiça transicional nos Bálcãs. Enquanto isso, organizações de direitos humanos continuam a monitorar a situação, reforçando a necessidade de reparações às vítimas e de reformas institucionais que garantam a não repetição de tais abusos.

Com informações de Folha Mundo.

Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.

— Redação Gazeta Nacional

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