Jardim Pantanal, zona leste de São Paulo, permanece submerso por mais de 60 horas após fortes chuvas
O bairro Jardim Pantanal, situado na zona leste da capital paulista, está submerso há mais de 60 horas, depois que chuvas intensas atingiram a cidade na manhã de segunda‑feira (14). A água ainda cobre as principais vias desde o sábado (12), forçando dezenas de famílias a abandonarem suas casas ou a viverem em condições de risco nas áreas elevadas.
Impacto na população
Moradores relatam dificuldade para acessar trabalho, escola e serviços básicos. “Estamos dormindo na casa de um amigo que tem o piso mais alto. A água entrou embaixo, mas ficamos em cima”, disse Débora Nicole, residente local. Outros, como o motoboy Vinícius Vitor, explicam que suas motos permaneceram dentro de casa por falta de vias transitáveis, prejudicando a renda. Aproximadamente 45 mil pessoas vivem no Jardim Pantanal, muitas delas em áreas historicamente vulneráveis às cheias do Rio Tietê.
Ações da prefeitura
Em resposta, a Secretaria Municipal de Assistência Social (SMADS) informou que, desde dezembro de 2025, 789 famílias foram retiradas de áreas de risco por meio do Plano Recupera Pantanal. O investimento anunciado para obras de drenagem, pavimentação e contenção no Tietê soma R$ 59,8 milhões. Entre as medidas adotadas, destaca‑se o acionamento de um pôlder recém‑concluído na Rua Tite de Lemos, na Vila Seabra, que funciona como reservatório de amortecimento. Outras estruturas semelhantes já operam em Jardim Romano e Vila Itaim.
Desafios de infraestrutura
Apesar das intervenções, líderes comunitários apontam que projetos ainda incompletos, como a barragem prometida para 2023, continuam a deixar a região vulnerável. Euclides Mendes, ativista local, ressalta que obras anteriores foram eficazes em bairros vizinhos, mas a paralisação de novos investimentos agravou a situação.
Assistência e solidariedade
Além da ação oficial, a população tem se organizado para mitigar os efeitos da enchente. A Escola Estadual Cristina de Castro Paes, a quase 3 km do bairro, virou abrigo para 12 famílias. Voluntários, como a cabeleireira Jaqueline Gonçalves Ferreira Silva, preparam refeições em cozinhas improvisadas, distribuindo mais de 200 marmitas diariamente.
Operação de bombeamento
Equipes da Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSUB) e da Sabesp operam bombas de sucção nas ruas mais afetadas, como Serra do Grão Mongol e Tite de Lemos, retirando água para o Rio Tietê. O governo estadual também reportou a remoção de mais de 370 mil metros cúbicos de sedimentos do leito do Tietê, visando ampliar a capacidade de escoamento na região.
Enquanto a água não é totalmente drenada, moradores permanecem em situação de vulnerabilidade, dependentes da ação conjunta entre autoridades e comunidade para garantir segurança e o restabelecimento das atividades cotidianas.
Com informações de G1.
Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.
— Redação Gazeta Nacional