Política

Eleições na Suécia prometem disputa acirrada entre centro-esquerda e direita anti-imigração

Os eleitores suecos vão às urnas neste domingo, 13 de setembro de 2026, para escolher o próximo governo em um pleito que analistas classificam como um dos mais competitivos da história recente do país.

Contexto de campanha

A campanha tem sido marcada por duas linhas temáticas principais: o aumento das desigualdades socioeconômicas e a polarização em torno da política migratória. Enquanto o bloco de centro-esquerda, liderado pelos social‑democratas de Magdalena Andersson, aponta para a necessidade de ampliar impostos sobre bancos e rendas altas para financiar saúde e educação, a coligação de centro‑direita do primeiro‑ministro Ulf Kristersson enfatiza a continuidade das medidas de combate à criminalidade e o endurecimento das regras de imigração.

Pesquisas e margem de vitória

Até poucas semanas atrás, as sondagens indicavam uma vantagem confortável dos social‑democratas. Nos últimos dias, porém, o apoio ao governo de Kristersson recuperou terreno, reduzindo a diferença para cerca de 3 pontos percentuais. Três pesquisas recentes apontam quase 50% de intenção de voto para a aliança de esquerda e centro, contra 47% para a coalizão de direita.

O papel dos Democratas da Suécia (SD)

O partido anti‑imigração Democratas da Suécia, fundado por grupos de extrema‑direita, apoia o governo de Kristersson e espera, desta vez, ocupar cargos ministeriais, inclusive a pasta da Imigração. Caso a direita vença, o SD poderia entrar formalmente no Executivo, algo que não ocorria durante o mandato anterior, quando permanecia como apoio externo.

Escândalos e tensão internacional

Nos dias que antecederam a votação, a fundação Expo revelou que uma funcionária dos SD no Parlamento teria compartilhado propaganda pró‑Rússia. Kristersson respondeu, enfatizando que a Suécia está em guerra na Europa e que “não podemos ter no Parlamento pessoas que divulguem discursos pró‑Rússia”.

Desafios para a população

O país registra um aumento contínuo das desigualdades e uma queda no poder de compra das famílias, fato que alimenta o discurso da esquerda sobre a necessidade de reforçar a proteção social. Em um comício, Andersson advertiu que o futuro da Suécia está em jogo: “Precisamos decidir se queremos um país onde as pessoas têm trabalho e um modelo de proteção social forte, ou um governo dominado pelos Democratas da Suécia, um partido de extrema direita fundado por neonazistas”.

Com a escolha pendendo entre uma agenda de ampliação de bem‑estar social e a manutenção de políticas rigorosas de segurança e imigração, o resultado das eleições de 13 de setembro definirá a direção política da Suécia nos próximos quatro anos.

Com informações de G1 Mundo.

Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.

— Redação Gazeta Nacional

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