Tecnologia

Meta testa robôs em data centers dos EUA e gera preocupação entre funcionários

A gigante de tecnologia Meta está realizando testes com robôs capazes de executar tarefas de manutenção em seus data centers norte‑americanos. A iniciativa, revelada em reportagem da revista Wired, envolve experimentos em unidades de Altoona, Iowa, e New Albany, Ohio, onde equipamentos autônomos já realizam procedimentos como troca de cabos de rede e reinicialização de servidores.

Testes em andamento

Segundo funcionários que preferiram manter o anonimato, um dos protótipos em avaliação, o Kinova Gen3, possui dois braços articulados e pode substituir até 80% das atividades de um técnico em determinadas funções. Em Ohio, a empresa testa um robô de quatro rodas equipado com plataforma elevatória tipo tesoura e braço de seis eixos, projetado para reinstalar peças e, futuramente, operar com supervisão humana reduzida.

Robôs em operação

A Meta já conta com parceiros como Watney Robotics e ABB para suprir necessidades de automação. O objetivo, declarado pelo executivo senior de robótica Eric Xu, é acelerar a resposta a incidentes, melhorar o monitoramento ambiental e executar manutenção preventiva em ambientes controlados. A empresa afirma que o avanço do hardware e da inteligência artificial tornou viável a adoção de robôs em tarefas antes consideradas impraticáveis por custos e limitações técnicas.

Reações dos trabalhadores

Entretanto, os relatos apontam um clima de apreensão entre os técnicos que operam os centros. Um colaborador, que também prefere permanecer anônimo, alertou que “pensávamos que estaríamos seguros por mais tempo, mas não mais”. O receio de substituição ou precarização do emprego foi reiterado por vários funcionários, que temem ser reduzidos a executores de instruções de IA sem autonomia para diagnósticos complexos.

Impacto econômico e regulatório

O porta‑voz da Meta, Francis Brennan, respondeu que a companhia continua investindo em recrutamento e treinamento, argumentando que a escassez de mão‑de‑obra qualificada nos EUA exige mais trabalhadores, não menos. O discurso contrasta com benefícios fiscais concedidos a estados como Iowa, onde o data center de Altoona teria economizado milhões em impostos desde sua inauguração em 2014.

Perspectivas futuras

Especialistas apontam que a automação pode abrir caminhos para data centers em ambientes extremos, como instalações subaquáticas ou até espaciais. Enquanto isso, a direção da Meta parece apostar em uma combinação de robótica e força de trabalho humana, embora o equilíbrio entre ambos ainda seja tema de debate interno e público. A evolução desses testes será observada de perto por sindicatos, reguladores e concorrentes do setor de infraestrutura digital.

Com informações de G1 Tecnologia.

Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.

— Redação Gazeta Nacional

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