Cunhado de Daniel Vorcaro vende apartamento a advogado investigado pela PF com deságio de R$ 2 milhões
Fabiano Zettel, cunhado do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, realizou a venda de um apartamento localizado em São Paulo por R$ 2 milhões abaixo do valor de mercado. O comprador foi o advogado Willer Tomaz, atualmente alvo de investigação da Polícia Federal por supostas fraudes envolvendo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Contexto da transação
De acordo com documentos de registro de imóveis, o bem foi negociado em agosto de 2026, com preço de fechamento de R$ 8 milhões, consideravelmente inferior ao preço estimado em avaliações recentes, que apontam para cerca de R$ 10 milhões. A diferença de R$ 2 milhões foi apontada como deságio, gerando suspeitas sobre a real motivação da operação.
Relações próximas e histórico de investigação
Daniel Vorcaro, ex-banqueiro e figura conhecida nos círculos de alta finança, tem sido mencionado em diversas apurações da PF que investigam movimentações suspeitas de políticos e empresários. Zettel, descrito como operador financeiro de Vorcaro, já havia sido citado em reportagens anteriores como peça chave em supostos esquemas de movimentação de recursos.
Perfil do comprador
Willer Tomaz, advogado especializado em direito tributário, tem sido apontado como hub financeiro de Weverton Rocha, outro investigado pela PF. Recentemente, o advogado adquiriu uma mansão de R$ 6 milhões que, segundo a polícia, teria sido usada por um senador em atividades ilícitas.
Possíveis implicações
A venda com deságio pode ser interpretada como forma de facilitar a transferência de recursos para indivíduos sob investigação, dificultando o rastreamento de valores desviados. Analistas de direito e de finanças alertam que práticas semelhantes são comuns em esquemas de lavagem de dinheiro, sobretudo quando envolvem familiares de figuras poderosas.
Reação dos envolvidos
Até o momento, nem Zettel nem Tomaz responderam a solicitações de comentários. Advogados de Vorcaro afirmaram que a operação foi “uma transação imobiliária legítima” e que “não há indícios de irregularidade”. A PF, por sua vez, não confirmou se o caso será incluído em investigações em curso.
Próximos passos
Especialistas esperam que o Ministério Público analise a documentação da venda para determinar se há indícios de crime de lavagem de dinheiro ou favorecimento a investigados. Enquanto isso, o caso reforça o escrutínio sobre as redes de relacionamento entre empresários, políticos e operadores financeiros no Brasil.
Com informações de Folha Mercado.
Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.
— Redação Gazeta Nacional