Ministério dos Portos pede inclusão de sistema anti‑drone no contrato de Guarulhos
O ministro dos Portos e Aeroportos, Tomé Franca, enviou nesta sexta-feira (11) uma diretriz à Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) solicitando que o contrato de concessão do Aeroporto Internacional de Guarulhos inclua a obrigatoriedade de compra e manutenção de um sistema de detecção e neutralização de drones. A medida faz parte de um esforço maior para reforçar a segurança do maior hub aéreo do país, que tem registrado incidentes envolvendo dispositivos não autorizados nos últimos meses.
Diretriz enviada ao ANAC
A proposta, formalizada em documento interno do Ministério dos Portos, indica que a futura empresa concessionária deverá arcar com todos os custos de implementação, operação e atualização de tecnologia capaz de identificar, rastrear e, se necessário, neutralizar veículos aéreos não tripulados que se aproximem das áreas críticas da pista.
Motivações de segurança
Autoridades apontam que drones podem representar risco de colisão, interrupção de operações de voo e até ameaças mais graves, como espionagem ou atos de sabotagem. Em 2025, duas ocorrências foram registradas nas imediações de Guarulhos, exigindo intervenções de segurança que culminaram em atrasos significativos e multas para as companhias aéreas afetadas.
Impacto para a concessão
Ao tornar a exigência parte integrante do contrato, o governo pretende evitar negociações posteriores que possam diluir a obrigação. A cláusula deve ser incorporada ao próximo processo de renovação da concessão, cujo prazo está previsto para 2028. Analistas do setor apontam que a inclusão pode aumentar o valor do investimento inicial exigido dos concessionários, mas também pode tornar o aeroporto mais competitivo ao oferecer um ambiente de operação mais seguro.
Desafios e custos
Especialistas em tecnologia de defesa apontam que sistemas de neutralização de drones ainda são caros e exigem treinamento especializado. Estimativas preliminares sugerem um investimento entre R$ 150 milhões e R$ 200 milhões para cobrir a infraestrutura completa, incluindo radares, sensores ópticos e dispositivos de interferência de sinais. O Ministério ainda não divulgou detalhes sobre fontes de financiamento ou possíveis parcerias com fabricantes nacionais.
Próximos passos
A ANAC tem um prazo de 60 dias para analisar a diretriz e propor as alterações contratuais necessárias. Enquanto isso, o Ministério dos Portos continuará a monitorar a evolução das ameaças de drones, avaliando a necessidade de ampliar a medida a outros aeroportos de grande porte no Brasil.
Com informações de Folha Mercado.
Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.
— Redação Gazeta Nacional