Brasil investe R$ 1 bilhão em supercomputador de IA que entrará em operação em 2027
O Brasil dará um passo significativo em sua infraestrutura tecnológica com a instalação de um novo supercomputador dedicado à inteligência artificial. O projeto, anunciado na última quinta-feira, prevê um investimento de R$ 1,06 bilhão e faz parte de uma estratégia mais ampla de desenvolvimento em IA.
A máquina será adquirida por meio de edital e instalada no Parque Científico e Tecnológico Augusto Severo, em Macaíba, no Rio Grande do Norte. Está previsto que entre em operação em 2027. Entre suas principais funções estão a criação e treinamento de modelos de inteligência artificial para uso em diferentes setores.
Capacidade e posicionamento global
O supercomputador norte-rio-grandense terá capacidade de 7.200 petaflops. Para colocar o número em perspectiva, essa performance equivale a realizar, em um segundo, a mesma quantidade de cálculos que os 8 bilhões de habitantes da Terra levariam aproximadamente 29 anos para completar. Segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, a máquina estará entre as dez mais potentes do mundo para processamento de IA.
O Rio Grande do Norte foi escolhido para sediar a infraestrutura levando em conta seu potencial energético e a oportunidade de descentralizar a tecnologia de ponta no país, que tradicionalmente se concentra em grandes centros urbanos.
Segundo supercomputador no Rio
Além da unidade potiguar, o governo anunciou a instalação de outro supercomputador no Rio de Janeiro, em operação prevista para julho de 2027. Este será resultado de parceria entre a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) e as empresas chinesas Huawei e iFlyTek, com investimento de R$ 1,276 bilhão ao longo de cinco anos.
Esse equipamento será dedicado ao desenvolvimento de um modelo brasileiro de linguagem, semelhante ao ChatGPT, visando criar soluções de IA mais adequadas às necessidades locais.
Nuvem e chips nacionais
O Brasil também estruturará a Nuvem Brasileira, um serviço de armazenamento e processamento de dados em nuvem sob controle nacional, reduzindo dependência de provedores estrangeiros. A solução será desenvolvida em parceria entre setores público e privado, com padrões abertos e interoperáveis.
Complementando essas iniciativas, o governo anunciou uma estratégia de longo prazo (10 a 15 anos) para ampliar a produção nacional de chips de inteligência artificial, baseada na arquitetura RISC-V, de código aberto, em cooperação com o ecossistema de inovação de Barcelona.
Governança de IA
O governo também planeja criar o Centro Nacional de Transparência Algorítmica e IA Confiável, estruturado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com funções de monitorar sistemas de IA e identificar riscos, desenvolver pesquisas sobre transparência, segurança e redução de vieses.
Todas essas ações integram o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), lançado em 2024, que prevê R$ 23 bilhões em investimentos na área até 2028. O objetivo é ampliar a capacidade de processamento de dados do país e estimular avanços em agricultura, indústria, saúde e prevenção de desastres climáticos.
Com informações de G1 Tecnologia.
Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.
— Redação Gazeta Nacional