Política

Haddad defende tornozeleira eletrônica para agressores de mulheres e diz que eles devem pagar

Fernando Haddad, candidato do PT ao governo de São Paulo, defendeu nesta quinta-feira o uso de tornozeleiras eletrônicas para agressores de mulheres que forem liberados enquanto aguardam julgamento. Durante caminhada no Capão Redondo, na Zona Sul de São Paulo, o petista argumentou que o equipamento é essencial para garantir a segurança das vítimas e propôs que os agressores arquem com o custo da monitoração.

Proteção e avisos antecipados

Haddad criticou a liberação de agressores sem medidas de controle, afirmando que a tornozeleira permite que a mulher seja alertada com antecedência sobre a aproximação do agressor. “A mulher tem que saber que o agressor está se aproximando dela com muita antecedência, para ela se prevenir”, disse, reforçando a importância do monitoramento eletrônico como alternativa à prisão preventiva.

Responsabilidade financeira do agressor

O candidato argumentou que, se o agressor permanecer em liberdade durante o processo, ele deve custear a tornozeleira. “Se ele quiser ficar solto, ele tem que arcar com os custos de estar liberado enquanto é julgado”, afirmou Haddad, questionando a segurança de vítimas que continuam morando na mesma casa que seus agressores.

Cautela com impeachment de ministros

Na mesma agenda, Haddad também abordou o tema do impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal. Embora tenha reconhecido que todo servidor público, incluindo ministros, está sujeito à lei, defendeu cautela para evitar a politização do Judiciário. O comentário foi uma resposta às declarações do governador Tarcísio de Freitas, que se manifestou favorável ao impeachment de ministros durante uma sabatina.

Risco de abuso político

Haddad alertou para o perigo de usar o impeachment como ferramenta política para afastar magistrados que conduzem investigações ou julgamentos específicos. “De repente tem uma pessoa sendo investigada, você tem maioria no Senado e afasta a pessoa para que aquela pessoa não investigue”, exemplificou, ressaltando a necessidade de proteção à autonomia do Judiciário.

Crime como parâmetro

Questionado diretamente sobre apoiar impeachment de ministros, Haddad condicionou o apoio à comprovação de crime cometido pelo magistrado. O petista também advertiu contra a perseguição de juízes por decisões proferidas no exercício de suas funções, argumentando que isso representaria um risco à independência judicial.

Com informações de G1 Política.

Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.

— Redação Gazeta Nacional

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