Trump ameaça atacar Omã caso país interfira em negociações no Estreito de Ormuz
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou nesta segunda-feira (17) atacar o Omã caso o país interfira nos esforços americanos para controlar o Estreito de Ormuz. A declaração foi dada em entrevista a um canal de televisão americano.
A ameaça direta
Segundo relatos da entrevista, Trump afirmou que, se o Omã “se meter”, os Estados Unidos vão “bombardear aquele lugar até não sobrar nada”. A fala eleva a tensão de Washington com um dos aliados históricos dos americanos no Oriente Médio.
Contexto: prazo de negociação esgotado
A ameaça ocorre após o fim de um prazo de dois meses estipulado para as negociações de paz entre Estados Unidos e Irã, sem que se chegasse a uma solução definitiva para o conflito na região. Em junho, os dois países haviam firmado um entendimento que previa cessar-fogo e a liberação do Estreito de Ormuz, mas as tratativas sobre o programa nuclear iraniano permaneceram pendentes.
Papel do Omã no conflito
O Omã é considerado um dos parceiros mais antigos dos Estados Unidos na região e mantém acordos de cooperação militar com Washington. Ao mesmo tempo, o país adota postura de neutralidade no conflito entre EUA e Irã e tem atuado como intermediário nas negociações entre as duas partes.
Irã confirma conversas com o Omã
No fim de semana, o Irã declarou que mantém conversas com o Omã sobre uma rota marítima pelo Estreito de Ormuz, área estratégica margeada pelos dois países e por onde passa parte relevante do comércio mundial de petróleo. Teerã classificou o diálogo como complexo, mas afirmou que as tratativas seguem em andamento.
Reação e desdobramentos
Até o momento, o governo do Omã não havia se manifestado publicamente sobre a ameaça do presidente americano. Trump também mencionou, na mesma entrevista, manter um canal reservado de negociação com a Guarda Revolucionária do Irã, embora o governo iraniano tenha negado, no fim de semana, qualquer retomada formal do diálogo com Washington.
Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.
— Redação Gazeta Nacional