Economia

Casas Bahia pede recuperação judicial e estende medida a empresas do grupo

O grupo Casas Bahia protocolou, no domingo (16), um pedido de recuperação judicial que passa a abranger também outras empresas ligadas à companhia. A decisão já havia sido aprovada pelo conselho de administração e pelo acionista controlador antes do protocolo formal na Justiça.

Pedido feito em caráter de urgência

Em comunicado classificado como fato relevante, a varejista informou que a medida foi tomada em caráter de urgência, diante da deterioração das condições financeiras do grupo. A empresa também solicitou a convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária, que deverá ratificar formalmente a decisão de ajuizar o processo.

Mudanças na cúpula da companhia

A reestruturação judicial ocorre em meio a uma reformulação da liderança da Casas Bahia. Nos últimos dias, o diretor jurídico da companhia e membros do conselho de administração apresentaram renúncia aos cargos, movimento que reforça o cenário de instabilidade interna enfrentado pela varejista.

O que motivou o pedido

Segundo a companhia, o agravamento do quadro financeiro nos últimos meses tornou inevitável o recurso à Justiça para reorganizar dívidas e manter a operação do grupo. A recuperação judicial é um instrumento legal que permite à empresa renegociar compromissos com credores sob supervisão judicial, sem interromper as atividades.

Impacto para consumidores e fornecedores

Recuperações judiciais desse porte costumam gerar apreensão entre fornecedores, que passam a integrar a lista de credores, e entre consumidores, que acompanham eventuais mudanças na rede de lojas físicas e no comércio eletrônico. Até o momento, a companhia não detalhou publicamente se haverá fechamento de unidades ou reformulação da operação de varejo.

Próximos passos

Com o processo protocolado, cabe agora à Justiça analisar o pedido e decidir sobre o deferimento da recuperação judicial. A partir daí, a companhia terá prazo para apresentar um plano de reestruturação aos credores, que precisará ser aprovado em assembleia para seguir em vigor.

Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.

— Redação Gazeta Nacional

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