Torcedores do Inter são presos por espancamento que deixou gremista em coma
Dez torcedores do Internacional foram presos preventivamente e outras três pessoas foram detidas em flagrante em uma operação da Polícia Civil do Rio Grande do Sul contra suspeitos de participar do espancamento que deixou um torcedor do Grêmio em coma. Um suspeito ainda é procurado pela polícia.
O episódio que originou o caso
O ataque ocorreu em 8 de março, na Zona Norte de Porto Alegre, no dia da segunda partida da final do Campeonato Gaúcho. De acordo com a investigação, torcedores do Grêmio se dirigiram a um bairro onde integrantes da Guarda Popular, torcida organizada do Internacional, estavam reunidos. Ao perceberem que estavam em desvantagem numérica, o grupo gremista tentou recuar, mas um dos torcedores foi cercado e agredido.
Agressão registrada em vídeo
Câmeras de segurança da região captaram parte do espancamento, que durou vários minutos e envolveu o uso de pauladas, pedradas, chutes e, segundo a polícia, até um cavalete. As imagens integram o conjunto de provas reunido pelos investigadores para identificar os participantes do ataque.
Vítima ficou semanas internada
O torcedor agredido permaneceu 21 dias em coma após o ataque e, segundo a própria polícia, chegou perto de morrer em consequência dos ferimentos. A gravidade das lesões foi um dos fatores que levou a investigação a enquadrar os suspeitos em tentativa de homicídio, e não em lesão corporal.
Como a polícia chegou aos suspeitos
A operação desta semana, que cumpriu mandados em Porto Alegre e em cidades da Região Metropolitana, é resultado de meses de apuração sobre a autoria da agressão. Segundo o delegado responsável pelo caso, a investigação identificou 17 homens ligados à torcida organizada do Internacional como participantes do espancamento, embora o número de presos até agora seja menor que o total de identificados.
Desdobramentos do caso
Os torcedores presos preventivamente devem responder por tentativa de homicídio, enquanto a polícia segue em busca do suspeito ainda foragido. O caso reacende o debate sobre violência entre torcidas organizadas no futebol gaúcho e deve ter novos desdobramentos à medida que avança a fase de investigação judicial.
Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.
— Redação Gazeta Nacional