Estudo encomendado pela OpenAI estima ganho de quase R$ 1 trilhão para o PIB brasileiro
Um estudo encomendado pela OpenAI, dona do ChatGPT, estima que a adoção de inteligência artificial pelas empresas pode adicionar até R$ 986,7 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil entre 2027 e 2030. A pesquisa foi conduzida pelo Reglab e divulgada nesta quinta-feira.
Como o cálculo foi feito
Os pesquisadores calcularam o valor em termos presentes, aplicando uma taxa de desconto equivalente à Selic, atualmente em 13% ao ano. Esse método traz para valores de hoje os ganhos de produtividade projetados para os próximos anos, permitindo comparar o impacto da tecnologia com outros indicadores econômicos do período.
Onde estaria o maior ganho
Segundo o levantamento, o principal motor desse impacto é o aumento de produtividade dentro das empresas, à medida que ferramentas de inteligência artificial passam a ser incorporadas a processos como atendimento, análise de dados, produção de conteúdo e automação de tarefas administrativas. Setores com alto volume de tarefas repetitivas ou baseadas em informação tendem a captar ganhos mais rápidos com a tecnologia.
Ritmo de adoção como variável crítica
O estudo condiciona a realização desse potencial à velocidade com que empresas brasileiras de diferentes portes incorporam ferramentas de IA em suas operações. Companhias que já vêm investindo em capacitação de equipes e infraestrutura digital tendem a colher os benefícios mais cedo, enquanto negócios com menor grau de digitalização podem demorar mais para captar o mesmo ganho de produtividade.
Interesse da OpenAI no mercado brasileiro
A divulgação do estudo ocorre em meio à expansão da presença de empresas de inteligência artificial no Brasil, apontado por companhias do setor como um dos mercados emergentes mais promissores para ferramentas de IA generativa, tanto pelo tamanho da população quanto pelo crescimento do uso de tecnologia por empresas e consumidores.
Ressalvas sobre a projeção
Como ocorre com qualquer projeção econômica de longo prazo, o número apresentado depende de premissas sobre ritmo de adoção tecnológica, comportamento da economia e da própria taxa de juros ao longo do período analisado, podendo variar conforme mudanças nesses cenários.
Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.
— Redação Gazeta Nacional