Economia

Senado dos EUA aprova sanções à Rússia que podem gerar novas tarifas ao Brasil

O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta sexta-feira (7), por ampla maioria, um projeto de lei que endurece as sanções contra a Rússia e pode abrir uma nova frente de tensão comercial para o Brasil. O texto autoriza o presidente Donald Trump a aplicar tarifas contra países que continuam comprando petróleo e derivados russos — categoria em que o Brasil se enquadra como um dos maiores importadores de diesel do país.

O que o projeto autoriza
A proposta permite tarifas de até 500% sobre importações provenientes diretamente da Rússia, incluindo petróleo e gás, além de tarifas de até 100% sobre produtos de nações consideradas grandes compradoras de combustíveis russos. O texto também amplia sanções contra autoridades, oligarcas, instituições financeiras russas e a chamada “frota fantasma” usada para driblar restrições às exportações de petróleo do país.

Por que o Brasil está no radar
Embora não seja citado nominalmente no projeto, o Brasil é apontado como um dos países em risco por depender fortemente do diesel russo: atualmente, cerca de 60% das importações brasileiras do combustível vêm da Rússia. Caso a lei entre em vigor e o critério seja aplicado ao país, o impacto sobre o setor de combustíveis e sobre a inflação doméstica pode ser significativo.

Próxima etapa: a Câmara
Aprovado no Senado, o projeto segue agora para a Câmara dos Representantes dos EUA. Como o Congresso americano está em recesso de verão, a expectativa é que a análise na outra casa legislativa só avance a partir de setembro, o que dá um intervalo para eventuais negociações diplomáticas antes de qualquer efeito prático.

Uma lei em homenagem a Lindsey Graham
O projeto recebeu o nome do senador republicano Lindsey Graham, que morreu em 11 de julho após mais de um ano articulando a proposta e que, pouco antes de falecer, anunciou ter fechado um acordo com a Casa Branca sobre uma versão revisada do texto. Parlamentares favoráveis à medida argumentam que reduzir a receita russa com petróleo e gás enfraquece a capacidade de Moscou de sustentar a guerra na Ucrânia, e a proposta prevê inclusive a possibilidade de o próprio presidente russo, Vladimir Putin, ser alvo de sanções caso a lei seja sancionada.

Reação da Rússia
A embaixada russa nos Estados Unidos criticou publicamente a iniciativa, afirmando que ela prejudica a própria administração americana. A votação no Senado ocorre em meio a um aumento da pressão internacional sobre Moscou, que no mês passado já havia sido alvo de uma nova rodada de sanções aprovada pela União Europeia.

Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.

— Redação Gazeta Nacional

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *