Economia

Copom decide entre corte ou manutenção da Selic após reeleição de Lula

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne nesta quarta-feira, 16 de novembro, para definir o próximo patamar da taxa básica de juros, a Selic, que atualmente está em 13,75% ao ano. A decisão ocorre logo após a confirmação da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fato que já provocou reações divergentes no mercado financeiro.

Contexto da reunião

Desde o início de 2025, o BC tem conduzido um ciclo de redução da Selic, que já resultou em cinco cortes consecutivos, culminando no nível atual de 13,75%. O objetivo oficial da política monetária permanece ancorado na meta de inflação entre 1,5% e 4,5% ao ano, com a taxa de inflação de referência fixada em 3%.

Expectativas do mercado

Após a vitória de Lula, os agentes de mercado elevaram suas projeções de inflação e reduziram as expectativas de crescimento econômico. A previsão de desvalorização do dólar também foi ajustada para cima. Esses fatores levaram parte dos analistas a crer que o BC poderia interromper o ciclo de cortes e manter a Selic no patamar atual.

Divisão entre analistas

Os economistas dos principais bancos apresentam opiniões divididas. O C6 Bank, representado pelo economista-chefe Felipe Salles, indica que a deterioração das perspectivas inflacionárias reduz o espaço para novos cortes e projeta a manutenção da taxa em 13,75% nas próximas reuniões, inclusive em dezembro. Por outro lado, a economista-chefe do Banco Inter, Rafaela Vitória, ainda vê viável um recorte de 0,25 ponto percentual, para 13,50%, argumentando que a taxa ainda seria suficientemente restritiva para conter choques inflacionários esperados para 2027.

Impacto na economia

Com a Selic em 13,75%, o Brasil lidera um ranking de 40 países elaborado pelos sites MoneYou e Lev Intelligence em termos de juros reais, que permanecem em 8,45% ao ano, superando a Rússia (6,79%). Juros elevados influenciam diretamente o custo do crédito, o consumo das famílias e a competitividade das exportações, especialmente para os segmentos de menor renda, que são mais sensíveis a variações nas taxas de financiamento.

Próximos passos

A decisão será divulgada após as 18h desta quarta-feira. Caso o Copom opte por manter a taxa, o ciclo de redução será interrompido e o foco recairá na consolidação da inflação dentro da meta. Se houver novo corte, a expectativa é que o BC sinalize uma pausa temporária, usando o horizonte de política monetária – projetado para o segundo trimestre de 2028 – como referência para ajustes futuros. O resultado da reunião, portanto, terá repercussões imediatas nos mercados de câmbio, títulos e crédito, além de influenciar a trajetória do crescimento econômico nos próximos trimestres.

Com informações de G1 Política.

Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.

— Redação Gazeta Nacional

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