Economia

Aliados de Lula pedem pronunciamento para afastar rumores de nova política econômica

Após a circulação de informações sobre uma suposta reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o economista André Lara Resende, membros próximos ao governo intensificaram a cobrança para que o mandatário use o pronunciamento previsto para esta semana como ferramenta de tranquilização dos mercados.

Rumores de mudança na taxa de juros

Nos últimos dias, surgiram boatos de que Lara Resende, um dos idealizadores do Plano Real, teria sido convidado por Lula para avaliar a viabilidade de reduzir a taxa Selic a 7,5% ao ano e, em seguida, estabelecer um teto para a inflação. A proposta, embora não confirmada oficialmente, gerou inquietação entre investidores que temem uma “mágica” na política monetária.

Negação oficial do Ministério da Fazenda

O ministro da Fazenda, Dário Durigan, repudiou a informação, afirmando que não há nenhum encontro marcado entre o presidente e o economista e que não há planos de alterar a estratégia econômica vigente. Durigan destacou ainda que o governo seguirá trabalhando nas medidas necessárias para alcançar a meta fiscal de superávit primário de 0,5% do PIB em 2027.

Pressão de aliados para uso do discurso

Aliados políticos, entre eles o presidente do BNDES, Aloízio Mercadante, que foi citado como possível mediador do encontro, defendem que o pronunciamento do presidente — previsto para abordar a vitória nas urnas — seja utilizado para reafirmar o compromisso com o equilíbrio fiscal e dissipar dúvidas sobre eventual “nova matriz” econômica. Mercadante, que também negou a existência de agenda para uma reunião nos próximos dias, reforçou a necessidade de clareza para evitar volatilidade nos mercados.

Contexto histórico e risco de retrocessos

Economistas apontam que os dois primeiros mandatos de Lula foram marcados por ajuste fiscal e superávits primários, fatores que contribuíram para a queda da taxa de juros e o crescimento econômico. Em contraste, a experiência da chamada “nova matriz” adotada durante o governo Dilma Rousseff, que incluiu redução da taxa Selic sem o correspondente ajuste fiscal, resultou em recessão e alta do desemprego, culminando no impeachment da então presidente.

Expectativas para o discurso

Com a imprensa e os agentes financeiros atentos, a expectativa é que Lula reafirme a continuidade da política de responsabilidade fiscal, enfatize que não há intenção de cortar programas sociais como o Bolsa Família e destaque a importância de manter a confiança dos investidores. O pronunciamento deverá, portanto, servir tanto como mensagem política quanto como sinal de estabilidade econômica para o próximo quadrienio.

Com informações de G1 Economia.

Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.

— Redação Gazeta Nacional

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