Política

Eleição de deputados estaduais em São Paulo tem PL como maior força e recorde de abstencionismo

Os eleitores de São Paulo foram às urnas neste domingo (4) e escolheram os 94 deputados que integrarão a Assembleia Legislativa (Alesp) pelos próximos quatro anos. A votação registrou cerca de 23,2 milhões de votos válidos, acompanhados de 3 milhões de votos em branco ou nulos. A abstenção, porém, chegou a 7,6 milhões de eleitores, equivalente a 22,5% do total de eleitores aptos, um recorde histórico nas eleições estaduais.

Participação e abstencionismo

O elevado número de eleitores que deixaram as urnas reflete um clima de desinteresse ou descrença no processo eleitoral, apesar da significativa movimentação de mais de 26 milhões de cédulas lançadas. Analistas apontam que a combinação de um cenário político polarizado e a percepção de que a composição da Alesp já está alinhada ao governo estadual pode ter influenciado a decisão de muitos eleitores em permanecerem afastados.

Desempenho do PL

O Partido Liberal (PL) foi o grande vencedor, garantindo 27 cadeiras – quase um terço do total. O destaque ficou com Eduarda Campopiano, que recebeu 1.956.238 votos, tornando‑se a candidata mais votada da eleição. O sucesso do PL foi impulsionado também pela forte bancada de apoio ao governador reeleito Tarcísio de Freitas (Republicanos), consolidando uma base de 63 deputados entre PL, PSD, União Brasil, Podemos, PP, Republicanos e MDB. Essa maioria assegura ao governo estadual uma margem confortável para aprovar projetos e avançar na agenda legislativa.

A oposição consolidada

O Partido dos Trabalhadores (PT) manteve a segunda maior bancada, elegeram 16 deputados, embora tenha perdido uma cadeira em relação à legislatura anterior. O veterano Eduardo Suplicy foi o segundo parlamentar mais votado, com 654.627 votos, reforçando a presença do PT na Alesp. O PSOL consolidou-se como terceira força, alcançando nove cadeiras, com nomes como Sofia Favero (407.773 votos) e Carlos Giannazi (367.861 votos) liderando a lista.

Outras legendas e composição da Alesp

Além das três maiores agremiações, outras siglas também garantiram representação significativa: o MDB e a União Brasil somaram 13 cadeiras, o PSD e o PP fecharam a lista com 12 cada, e o Podemos e o Partido Novo conquistaram vagas menores. A diversidade partidária resultou em um parlamento relativamente fragmentado, que, apesar da maioria governista, precisará negociar com a oposição em temas de maior controvérsia.

Com a nova composição, a Assembleia Legislativa de São Paulo inicia seu mandato com um cenário político marcado pela predominância do bloco governista, mas também por uma oposição ainda capaz de mobilizar debates e fiscalizar o executivo nos quatro anos que se seguem.

Com informações de G1 Política.

Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.

— Redação Gazeta Nacional

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