Presidente da Disney fala sobre demissões e destaca necessidade de reestruturação constante
Dana Walden, presidente da Walt Disney Company, abordou nesta quinta‑feira, 1º de outubro, a série de demissões que tem afetado a companhia nos últimos meses. Em entrevista à Bloomberg Screentime, realizada em Los Angeles, a executiva descreveu o processo como “extremamente doloroso”, mas enfatizou que a reestruturação é inevitável para a sobrevivência da empresa e do setor de entretenimento.
Contexto das demissões em 2026
Desde a chegada do novo CEO, Josh D’Amaro, a Disney vem reduzindo seu quadro de funcionários em diferentes fases. Em abril, cerca de mil colaboradores deixaram a empresa. Em julho, outra rodada de cortes atingiu centenas de cargos, sobretudo nos departamentos de recursos humano e tecnologia da informação. Na última semana, a companhia anunciou a demissão de mais alguns centenas de funcionários em áreas corporativas e nas divisões Pixar, ESPN e Disney Entertainment Television, conforme divulgado pela revista Variety.
Programa de desligamento voluntário
Walden explicou que a onda mais recente faz parte de um programa de desligamento voluntário, no qual executivos tiveram a opção de decidir se permaneciam ou deixavam a empresa, cientes de que as mudanças são contínuas. “A tecnologia colocou nosso negócio na mira e temos que sobreviver, prosperar e crescer”, afirmou durante a entrevista com o editor da Bloomberg, Lucas Shaw.
Impacto nos números da empresa
Nos resultados do trimestre encerrado em junho, D’Amaro e o diretor financeiro Hugh Johnston ressaltaram a necessidade de reduzir despesas, incluindo a revisão de custos administrativos e de pessoal. A Disney empregava cerca de 231 mil pessoas ao final do exercício fiscal de 2025, dos quais aproximadamente 172 mil estavam nos Estados Unidos e 59 mil no exterior.
Histórico recente de cortes
A reestruturação de 2026 segue a grande rodada de demissões de 2023, quando cerca de 7 mil empregos foram eliminados como parte de um plano para cortar US$ 5,5 bilhões em custos. Embora o número de funcionários tenha se estabilizado nos últimos anos, a empresa tem mantido um ritmo de ajustes para acompanhar as pressões competitivas e a evolução tecnológica no mercado de mídia e entretenimento.
Perspectivas para o futuro
Para Walden, a constante avaliação da estrutura organizacional não é apenas uma resposta a desafios pontuais, mas uma prática necessária diante de um cenário onde concorrentes enfrentam situações semelhantes. “Assim como todos os nossos concorrentes que estão em situação semelhante, há uma necessidade constante de avaliar como você está estruturado”, concluiu. A expectativa é que a Disney continue a ajustar sua força‑de‑trabalho à medida que avança em projetos de streaming, parques temáticos e produção de conteúdo, buscando equilibrar inovação e sustentabilidade financeira.
Com informações de G1 Economia.
Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.
— Redação Gazeta Nacional