Brasil cria 165,8 mil empregos formais em agosto, aponta Caged
O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) registrou a criação de 165.827 vagas com carteira assinada no país durante o mês de agosto de 2026, segundo dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego nesta terça‑feira.
Cifras gerais
Além das novas contratações, o mesmo levantamento apontou 2.128.736 demissões no período, resultando em um saldo positivo de 2.294.563 admissões. O número de postos criados supera o de agosto de 2025, quando foram 154.827 vagas, evidenciando recuperação no mercado de trabalho formal.
Setores que mais contrataram
O setor de serviços liderou o crescimento, concentrando 110.346 novas vagas, seguido pela construção civil (20.848), indústria (16.613), comércio (16.565) e agropecuária (1.452). Dentro dos serviços, educação foi destaque com 25,4 mil postos, saúde e serviços sociais adicionaram 19,1 mil e o segmento de transporte, armazenagem e correios registrou 16,8 mil oportunidades.
Distribuição regional
As vagas foram distribuídas em 24 das 27 unidades federativas. Em números absolutos, São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco lideraram a abertura de postos. Em termos relativos, Paraíba, Amapá e Rio Grande do Norte apresentaram os maiores crescimentos percentuais.
Salário médio de admissão
O salário médio real de entrada em agosto foi de R$ 2.410,74, ligeiramente inferior (‑0,03%) ao registrado em julho. Comparado a agosto de 2025, o valor representa alta de 1,02%, e supera o de agosto de 2024 (R$ 2.386,43).
Perspectiva do mercado
O ministro interino do Trabalho, Chico Macena, interpretou os números como sinal de retomada: “Observamos recuperação no varejo, crescimento estruturado na indústria e aquecimento na construção civil, refletindo um movimento positivo da economia”. Ainda que o número de empregos criados de janeiro a agosto tenha caído 25,2% frente ao mesmo período de 2025, o saldo acumulado nos últimos 12 meses foi positivo, com 887,7 mil vagas formais, representando crescimento de 1,87%. O estoque total de vínculos formais chegou a 48,24 milhões.
Vale lembrar que o Caged abrange apenas trabalhadores formais, não sendo comparável diretamente aos indicadores de desemprego da PNAD, que registrou taxa de 5,3% no trimestre encerrado em agosto, queda de 0,3 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2025.
Com informações de G1 Economia.
Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.
— Redação Gazeta Nacional