Dólar enfraquece diante de incertezas políticas nos EUA, aponta Itaú
O câmbio do dólar tem apresentado tendência de queda nos mercados internacionais desde o início de 2025, conforme avaliação divulgada pelo Itaú. A instituição financeira atribui a desvalorização a uma combinação de fatores econômicos internos dos Estados Unidos e a instabilidades provocadas pelo atual governo de Donald Trump.
Cenário cambial
Analistas observam que a moeda norte‑americana, antes considerada refúgio seguro, tem perdido atratividade entre investidores globais. O movimento de desvalorização se consolidou ao longo de vários meses, refletindo a percepção de risco crescente em torno das políticas adotadas em Washington.
Fatores apontados pelo Itaú
Segundo o relatório do banco, o enfraquecimento do dólar decorre, em parte, da campanha “Sell America”, que incentiva a redução de investimentos em ativos denominados em dólares. Além disso, o Itaú destaca que as incertezas geradas por decisões de política fiscal e comercial do governo Trump têm contribuído para a volatilidade cambial.
Impacto da política americana
O retorno de Trump ao poder trouxe à tona debates sobre tarifas de importação, renegociação de acordos comerciais e possíveis alterações nas alíquotas de impostos corporativos. Cada um desses pontos tem potencial para alterar a atratividade dos ativos norte‑americanos, pressionando o dólar para baixo.
Repercussões nos mercados globais
O enfraquecimento da principal moeda de reserva tem reverberado em economias emergentes, que veem suas dívidas externas em dólares se tornar menos onerosas, ao mesmo tempo em que exportadores dos EUA enfrentam maior concorrência. As bolsas de valores de Nova‑York e de Londres registraram oscilações acentuadas nas últimas semanas, refletindo a sensibilidade dos investidores ao cenário político americano.
Perspectivas para 2026
O Itaú alerta que a continuidade da tendência dependerá da capacidade do governo Trump de oferecer clareza sobre suas políticas econômicas. Enquanto não houver definição concreta, o dólar deverá permanecer vulnerável a novas correções, sobretudo se a campanha “Sell America” ganhar força entre os participantes do mercado.
Com informações de Folha Mundo.
Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.
— Redação Gazeta Nacional