Fraudes em compras de brinquedos online aumentam 26% no Dia das Crianças, superando o Natal
Um estudo recente da Serasa Experian revelou que o período do Dia das Crianças registrou um volume de tentativas de fraude em e‑commerce de brinquedos 26,15% maior que o observado durante o Natal, tradicional pico de vendas no varejo.
Crescimento das fraudes
Entre julho de 2025 e junho de 2026, o comércio eletrônico de brinquedos apresentou 49.519 pedidos legítimos em outubro, quase o dobro da média mensal do período analisado. Entretanto, as tentativas de golpe também avançaram de forma mais acelerada: foram bloqueadas 371 tentativas em outubro, representando alta de 130,4% em relação à média dos demais meses.
Valor total bloqueado
O prejuízo potencial evitado pelas tecnologias antifraude chegou a R$ 193,3 mil. O valor médio de cada tentativa de golpe foi de R$ 506,91, 18,2% superior à média de R$ 428,91 dos outros meses. Em contraste, o ticket médio das compras legítimas permaneceu estável, entre R$ 224 e R$ 253.
Perfil dos consumidores afetados
Os dados apontam diferenças marcantes por faixa etária. Consumidores acima de 51 anos foram associados a 51,5% das fraudes bloqueadas (191 de 371 ocorrências), embora o ticket médio desse grupo fosse o mais baixo (R$ 312,95). Já a faixa de 26 a 35 anos concentrou as tentativas mais caras, com ticket médio de R$ 949,80 por fraude. Por outro lado, quem mais comprou brinquedos de forma legítima foi a faixa de 36 a 50 anos, responsável por 37,8% dos pedidos reais.
Recomendações de segurança
Especialistas em fraude sugerem cinco cuidados básicos para quem busca presentes online: desconfiar de preços muito abaixo da média; confirmar o endereço (URL) do site antes de inserir dados; evitar links de origem desconhecida; nunca compartilhar senhas ou códigos de ativação; e checar a reputação de vendedores em marketplaces. Além disso, monitorar o CPF e ativar alertas de consulta podem ajudar a detectar usos indevidos.
Com a sazonalidade de outubro impulsionando tanto as vendas quanto as tentativas de golpe, as empresas de varejo digital são pressionadas a adotar camadas de inteligência que identifiquem comportamentos suspeitos sem atrapalhar a experiência do cliente real.
Com informações de G1 Tecnologia.
Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.
— Redação Gazeta Nacional