Cultura/Entretenimento

Teresa Cristina estreia show autoral ‘Tudo que eu tenho’ no Teatro Riachuelo

Na noite de 23 de setembro de 2026, Teresa Cristina apresentou, em primeira fase da turnê, o espetáculo “Tudo que eu tenho” no Teatro Riachuelo, no Rio de Janeiro. O concerto marcou a primeira apresentação da produção carioca, depois da estreia em Salvador, e reuniu público e críticos para avaliar a nova fase da cantora, agora também reconhecida como compositora.

Roteiro inteiramente autoral

O show foi estruturado em 23 músicas, todas de autoria de Teresa ou coautoria, incluindo as faixas-título do álbum homônimo lançado em agosto. Entre os destaques estão “Notícia boa”, “Nostalgia”, “Candeeiro” e a parceria com Marisa Monte em “Pode acontecer”. O repertório também trouxe clássicos da carreira, como “Cantar” (2007) e “Pedro e Tereza” (2004), oferecendo ao público uma visão completa da trajetória do artista.

Uma banda de gênero misto

A artista contou com uma big band de oito instrumentistas, sendo quatro mulheres – a baterista Jessica Nepomuceno, a percussionista Jessica Zarpey, a baixista Paula Pardón e a violonista Samara Líbano, que também dirigiu a parte musical. A presença equilibrada de gêneros ainda é rara nos palcos brasileiros, reforçando o caráter simbólico da apresentação.

Contexto histórico e político

Ao assumir a autoria de todo o programa, Teresa segue os passos da pioneira Dona Ivone Lara, que rompeu barreiras de gênero no samba nas décadas de 1950 e 1960. A crítica destacou o aspecto político do show ao evidenciar uma mulher cantando e compondo suas próprias canções em um cenário ainda dominado por homens.

Aspectos cênicos e de performance

Embora a qualidade musical tenha sido unanimemente elogiada, alguns críticos apontaram a movimentação reduzida da cantora no palco, comparada a produções anteriores como “Melhor assim” (2009). O encerramento, com a banda acompanhando “Do fundo do nosso quintal” (Jorge Aragão e Alberto Souza), proporcionou um momento de celebração coletiva, mas deixou margem para ajustes na coreografia.

Influências e referências

O repertório misturou a tradição da Velha Guarda carioca, o samba rural e a energia das rodas de samba da Bahia. Trechos dedicados a orixás – “Canto para Ogum”, “Oxum” e o novo “Bato pa ó” – reforçaram a conexão da artista com a espiritualidade afro‑brasileira, elemento recorrente em sua obra recente.

Com a estreia em Rio, Teresa Cristina consolida não apenas a fase de intérprete, mas também a de criadora, apontando para um futuro onde sua identidade como compositora terá ainda mais peso no cenário da música popular brasileira.

Com informações de G1 Pop & Arte.

Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.

— Redação Gazeta Nacional

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *