Economia

EUA e China prorrogam trégua comercial até janeiro, afirma secretário do Tesouro

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, anunciou que o acordo de trégua comercial firmado entre Washington e Pequim foi estendido por mais dois meses, mantendo‑se em vigor até o início de janeiro. A medida, divulgada na tarde de 23 de setembro, prolonga o prazo que expiraria em 10 de novembro.

Extensão da trégua comercial

Bessent explicou que a prorrogação tem como objetivo conceder tempo adicional para que as duas nações negociem um possível acordo mais abrangente. A decisão foi tomada durante a segunda reunião em quatro dias com o vice‑primeiro‑ministro chinês, He Lifeng, realizada nas instalações da Fox News.

Encontros bilaterais

Os diálogos preparatórios foram parte de uma sequência de encontros que culminam na cúpula entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, marcada para o dia 24 de setembro, em Washington. Xi desembarcou nos Estados Unidos na véspera e, segundo Bessent, as discussões visam substituir medidas pontuais por um pacto mais estruturado.

Objetivos da cúpula

Na reunião de nível ministerial, os líderes pretendem avançar na eliminação de tarifas sobre cerca de US$ 30 bilhões em produtos não essenciais, além de abordar questões relativas a serviços financeiros e compras agrícolas. Bessent ressaltou que os Estados Unidos buscam uma relação baseada em “reciprocidade e justiça”, alinhada aos interesses de trabalhadores, agricultores e empresas americanas.

Compromissos agrícolas e de terras raras

O secretário destacou que a China já está cumprindo a exigência de comprar 25 milhões de toneladas de soja, embora ainda não tenha atingido a meta de US$ 17 bilhões em outros produtos agrícolas. As entregas de terras raras também permanecem aquém do esperado, segundo autoridades americanas.

Perspectivas para IA e comércio futuro

Além das questões comerciais tradicionais, Bessent mencionou a criação de uma linha direta de comunicação entre Washington e Pequim para incidentes envolvendo inteligência artificial. Embora a China não tenha detalhado sua resposta, analistas apontam que a confiança mútua no setor permanece baixa, e que a administração Trump não pretende restringir o desenvolvimento de IA nos Estados Unidos.

A prorrogação da trégua comercial, portanto, representa um passo importante para manter a estabilidade econômica enquanto se busca um acordo mais amplo que possa redefinir as relações comerciais entre as duas maiores economias do mundo.

Com informações de G1 Mundo.

Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.

— Redação Gazeta Nacional

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