Estudo da Ipsos-Ipec aponta que geração Z tem menor medo de ser substituída por IA
Um levantamento realizado pela empresa de pesquisa Ipsos‑Ipec revelou que a geração Z demonstra menos preocupação em ser substituída por sistemas de inteligência artificial (IA) no ambiente de trabalho, ao contrário de profissionais mais experientes e de faixas etárias mais avançadas.
Metodologia e amostra
A pesquisa, conduzida entre março e abril de 2026, entrevistou mais de 2 mil brasileiros de diferentes regiões, com idades variando dos 18 aos 65 anos. Os participantes foram questionados sobre o grau de ansiedade em relação à possibilidade de suas funções serem automatizadas nos próximos cinco a dez anos.
Resultados principais
De acordo com os dados divulgados, a maioria dos entrevistados da geração Z (nascidos a partir de 1997) manifestou confiança de que poderá adaptar suas competências ao novo cenário tecnológico, apresentando o menor índice de preocupação entre todas as faixas etárias. Já os grupos de 35 a 44 anos e de 45 a 54 anos exibiram níveis significativamente mais altos de receio, refletindo uma percepção de vulnerabilidade maior diante da automação.
Motivações do otimismo da geração Z
Os analistas da Ipsos‑Ipec atribuem o otimismo dos jovens a dois fatores principais: primeiro, à familiaridade prévia com ferramentas digitais, que lhes confere maior agilidade no aprendizado de novas tecnologias; segundo, à expectativa de que o mercado de trabalho evolua para demandar habilidades complementares à IA, como criatividade, empatia e pensamento crítico.
Preocupações dos profissionais mais velhos
Entre os trabalhadores com mais experiência, as respostas apontam temores relacionados à necessidade de requalificação e ao risco de perda de postos que historicamente exigiam competências manuais ou rotineiras. Esse grupo também mostrou maior apreensão quanto à velocidade de implementação das soluções de IA nas empresas brasileiras.
Implicações para políticas de emprego
Especialistas apontam que os resultados reforçam a urgência de investimentos em programas de capacitação e reciclagem profissional, sobretudo para as faixas etárias que demonstram maior insegurança. Políticas públicas que incentivem a formação contínua podem reduzir o fosso de adaptação entre gerações e minimizar possíveis impactos sociais decorrentes da automação.
Em síntese, o estudo da Ipsos‑Ipec indica que, embora a ansiedade com a substituição por IA seja uma preocupação transversal, a geração Z parece estar mais preparada ou disposta a enfrentar o desafio, enquanto trabalhadores mais velhos demandam apoio estruturado para garantir sua permanência no mercado de trabalho em transformação.
Com informações de CNN Brasil.
Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.
— Redação Gazeta Nacional