Partido de apoio a Putin conquista recorde de cadeiras na Duma em eleição criticada
Em 21 de setembro de 2026, a Rússia realizou a primeira eleição para a Duma, câmara baixa do parlamento, desde o início da ofensiva militar contra a Ucrânia. O resultado oficial mostrou um aumento histórico de cadeiras para o partido que sustenta o governo de Vladimir Putin, consolidando ainda mais a maioria do executivo no legislativo.
Ganhos de assentos
Segundo dados divulgados pelas autoridades eleitorais, a legenda pró-Putin ampliou sua bancada em mais de 70 cadeiras em relação à legislatura anterior, atingindo um total que supera a marca de 300 representantes. Esse salto representa o maior ganho de assentos já registrado em uma única disputa parlamentar na história recente da Rússia.
Contexto da eleição
A votação ocorreu em meio a sanções econômicas internacionais e a prolongada guerra na Ucrânia, fatores que têm impactado a situação interna do país. O governo justificou a realização das eleições como demonstração de legitimidade democrática, enquanto opositores e observadores estrangeiros questionam a livre concorrência e a transparência do processo.
Críticas e alegações de irregularidades
Organizações de monitoramento eleitoral, entre elas a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), apontaram restrições ao acesso de partidos de oposição, intimidação de candidatos e limitações ao financiamento de campanhas. Relatos de bloqueio de sites de redes sociais, prisão de ativistas e a exclusão de candidatos de destaque foram citados como indicadores de um ambiente eleitoral desfavorável à competição plural.
Reação da oposição
Líderes de partidos que se posicionam contra a política externa russa declararam que os resultados não refletem a vontade popular e anunciaram protestos nas principais cidades. Entretanto, a presença de milhares de manifestantes foi limitada pela polícia, que impôs restrições de reunião e prendeu dezenas de participantes.
Impactos internos e externos
Com a nova composição da Duma, o governo de Putin conta com maior margem para aprovar projetos de lei que reforçam o esforço de guerra e consolidam medidas de controle econômico. No cenário internacional, a vitória reforça a percepção de que o Kremlin mantém firme o apoio interno, apesar das pressões externas. Analistas sugerem que a consolidação do poder legislativo pode dificultar ainda mais eventuais negociações de paz ou acordos de desescalada com a Ucrânia.
Com informações de Folha Mundo.
Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.
— Redação Gazeta Nacional