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MapBiomas registra perda de 9,7 milhões de hectares de vegetação madura e expansão de mata nova na Mata Atlântica

Um levantamento realizado pelo projeto MapBiomas revelou que a Mata Atlântica perdeu 9,7 milhões de hectares de vegetação madura nos últimos 40 anos, ao mesmo tempo em que cerca de um quarto da cobertura nativa original passou a ser classificada como “mata nova”.

Escala da degradação – O estudo analisou imagens de satélite e dados de uso da terra em todo o território brasileiro, comparando a situação de quatro décadas atrás com a atual. Os resultados apontam que a degradação acelerada afetou principalmente áreas próximas a grandes centros urbanos e corredores de infraestrutura, onde a pressão imobiliária e a expansão agrícola são mais intensas.

O que é mata nova? – O termo “mata nova” refere‑se a áreas que, embora já revejam vegetação arbórea, ainda não alcançaram a complexidade ecológica das florestas maduras. Essas formações costumam ser resultado de processos de regeneração natural ou de projetos de reflorestamento, mas ainda apresentam menor biodiversidade e menor capacidade de armazenamento de carbono em comparação com a mata original.

Impactos ambientais – A perda de quase 10 milhões de hectares de vegetação madura compromete significativamente a conservação de espécies endêmicas, muitas das quais dependem de habitats de floresta densa. Além disso, a redução de cobertura florestal madura diminui a resiliência dos ecossistemas frente a eventos climáticos extremos e reduz a captura de gases de efeito estufa, agravando o cenário de mudança climática.

Desafios para a restauração – Embora a expansão da mata nova indique algum nível de recuperação, especialistas alertam que o simples aumento da área arbórea não garante a restauração plena dos serviços ecossistêmicos. É necessário investir em práticas que favoreçam a diversidade de espécies nativas, a conectividade entre fragmentos e o manejo sustentável das áreas regeneradas.

Perspectivas para políticas públicas – Os dados do MapBiomas podem orientar políticas de conservação, indicando onde concentrar esforços de proteção e onde priorizar programas de reflorestamento. O governo federal e os estados têm a oportunidade de alinhar metas de redução de desmatamento com iniciativas de restauração, atendendo aos compromissos internacionais de preservação da biodiversidade e mitigação das mudanças climáticas.

Com base no levantamento, a tendência aponta para um cenário de perda contínua se as pressões sobre a Mata Atlântica não forem mitigadas. Ao mesmo tempo, a crescente extensão de mata nova oferece uma janela para intervenções estratégicas que possam transformar áreas em regeneração precoce em florestas maduras capazes de cumprir seu papel fundamental na conservação da vida no planeta.

Com informações de CNN Brasil.

Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.

— Redação Gazeta Nacional

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