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Ex-ministro venezuelano Alex Saab se declara culpado por lavagem de dinheiro nos EUA

Alex Saab, que ocupou o cargo de ministro da Indústria da Venezuela entre 2022 e 2024 e é considerado um dos principais assessores financeiros de Nicolás Maduro, compareceu nesta terça‑feira ao tribunal federal de Miami e admitiu culpa por crime de lavagem de dinheiro. O acordo judicial prevê a devolução de quase US$ 195 milhões ao governo dos Estados Unidos e a colaboração do empresário em investigações em curso.

Detalhes do acordo judicial

Como parte do pacto, Saab concordou em pagar a quantia estimada em US$ 195,3 milhões, valor que autoridades americanas apontam como lucro obtido por meio de subornos a empresas estatais venezuelanas. Em contrapartida, o Ministério Público federal recomendou que a pena de prisão, que pode chegar a 20 anos, seja reduzida ao mínimo legal, com possibilidade de novos abrandamentos caso o réu forneça informações relevantes.

Colaboração com a justiça americana

Saab se comprometeu a auxiliar nas apurações que envolvem, segundo o governo dos EUA, quatro outros investigados cujas identidades ainda não foram reveladas. As autoridades esperam que o empresário possa esclarecer a suposta rede de pagamentos ilícitos que teria beneficiado figuras próximas ao presidente Nicolás Maduro.

Histórico de processos contra Saab

A acusação não é a primeira que recai sobre o colombiano. Ele foi formalmente indiciado em 2019, durante a administração Trump, sob a alegação de estar envolvido em esquemas de corrupção e evasão de sanções. Em 2020, foi detido em Cabo Verde quando sua aeronave fez escala para reabastecimento; na ocasião, o governo venezuelano alegou tratar‑se de uma missão humanitária rumo ao Irã. Em maio de 2024, o então presidente interino da Venezuela, Delcy Rodríguez, autorizou sua extradição para os Estados Unidos.

Pardão de Biden e novas investigações

Em 2023, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, concedeu um indulto a Saab como parte de negociações que visavam a libertação de cidadãos americanos presos em Caracas. O perdão gerou críticas de republicanos e de agências de segurança, que consideraram a medida um risco à política externa. Pouco depois, o Departamento de Justiça reabriu investigações que abrangem crimes não contemplados no indulto, culminando na presente confissão de culpa.

Implicações políticas

Ao se declarar culpado, Saab pode se tornar uma fonte valiosa para investigadores que buscam entender a estrutura financeira do regime de Maduro. O presidente venezuelano, que foi alvo de uma operação militar dos Estados Unidos em janeiro deste ano e permanece sob custódia em Nova‑Iorque, ainda não foi oficialmente interrogado, mas autoridades americanas indicam que o depoimento de Saab será fundamental para avançar nos casos de tráfico de drogas e sanções econômicas contra a Venezuela.

O caso ressalta a crescente pressão internacional sobre a elite econômica venezuelana e pode marcar um ponto de inflexão nas relações entre Washington e Caracas, especialmente em torno de questões de corrupção, sanções e a possibilidade de futuras negociações diplomáticas.

Com informações de G1 Mundo.

Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.

— Redação Gazeta Nacional

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