Argentina entrega ao Brasil o argentino Diego Hernán Dirísio, apontado como maior traficante de armas da América do Sul
Na manhã desta sexta-feira, autoridades argentinas concluíram a entrega de Diego Hernán Dirísio a representantes da Polícia Federal em São Paulo. O cidadão, de 38 anos, foi apontado pelos investigadores como o principal responsável por um amplo esquema de tráfico de armas que, segundo a polícia, movimentou cerca de R$ 1,2 bilhão e abasteceu facções criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho.
Decisão judicial e prisão
A transferência só foi possível após a Suprema Corte da Argentina autorizar a extradição em junho. Dirísio havia sido capturado em fevereiro de 2024 em Buenos Aires, em operação conjunta da Interpol e da Polícia Federal argentina, ao lado de sua companheira, Julieta Nardi Aranda. A ministra da Segurança da Argentina, Alejandra Monteoliva, anunciou a conclusão da entrega, declarando que o país cumpriu seu dever ao remover o criminoso de seu território.
Rota internacional de armamento
Investigações apontam que o grupo comandado por Dirísio utilizava uma empresa de fachada em Assunção, Paraguai, para importar armas de países europeus – Croácia, Turquia, República Tcheca e Eslovênia. As peças eram recebidas com numerações originais, que eram raspadas e substituídas por marcas falsas antes de serem enviadas ao Brasil, onde eram distribuídas para quadrilhas organizadas.
Impacto no território brasileiro
Desde 2020, a Polícia Federal apreendeu 659 armas ligadas ao esquema, espalhadas por dez estados. O delegado Flávio Márcio Albergaria Silva explicou que Dirísio negociava diretamente com os líderes das facções, ciente de que o arsenal seria destinado ao crime organizado. As apreensões revelaram um padrão de violência crescente nas regiões onde as armas foram encontradas.
Financiamento e redes externas
O fluxo financeiro do tráfico contava com a colaboração de doleiros e operadoras em Miami, que facilitavam o pagamento aos fabricantes europeus. Em paralelo, a Justiça Federal da Bahia determinou o bloqueio de R$ 66 milhões em bens de suspeitos vinculados ao caso, enquanto a Polícia Federal solicitou a inclusão de 21 integrantes da organização na lista de procurados da Interpol.
Próximos passos da investigação
Com a extradição concluída, o Ministério da Justiça brasileiro deve encaminhar Dirísio ao Tribunal de Justiça da Bahia, onde responderá por crimes de tráfico internacional de armas, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Autoridades ressaltam que o caso demonstra a necessidade de cooperação entre países da América do Sul e agências internacionais para desarticular redes criminosas transnacionais.
Com informações de Revista Oeste.
Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.
— Redação Gazeta Nacional