Cultura/Entretenimento

MGK enfrenta hostilidade do público em estreia no Rock in Rio

Na noite de sábado, 5 de setembro, o cantor e rapper americano Colson Baker, conhecido como MGK, subiu ao palco do Rock in Rio 2026 para sua primeira apresentação no festival brasileiro. Em um set de cerca de uma hora, o artista tentou condensar a trajetória que vai do rap ao pop‑punk, mas encontrou uma plateia dividida e, em alguns momentos, hostil.

Contexto da apresentação

MGK, de 36 anos, já havia se apresentado no Brasil em 2022, no Lollapalooza, mas o Rock in Rio trouxe um público muito maior e expectativas diferentes. O show foi inserido na programação do segundo dia do festival, que tradicionalmente privilegia o rock mais pesado, o que acabou contrastando com o estilo mais melódico e emotivo que o cantor tem adotado nos últimos anos.

Reação do público

Logo nos primeiros minutos, o artista precisou interromper a apresentação para acalmar uma parte da plateia que o provocava. Fãs de bandas como Avenged Sevenfold demonstraram descontentamento, chegando a gritar e a fazer barulho de protesto. O clima de tensão fez com que Baker comentasse, visivelmente nervoso, que estava ali para viver seu sonho, mas que a música se divide entre “boa” e “ruim” – sem esclarecer a que categoria ele se considerava.

Setlist e escolhas artísticas

A abertura contou com “FIX UR FACE”, lançada no ano passado, que traz referências ao pop‑rock dos anos 90 e até uma colaboração com Fred Durst, vocalista do Limp Bizkit, na versão de estúdio. O repertório evitou o maior sucesso de MGK, “Bad Things”, em parceria com Camila Cabello, e privilegiou faixas como “Out of My Head”, originalmente do trio texano Fastball, além de “My Ex’s Best Friend”, que encerrou a apresentação. A escolha de canções mais leves e melódicas não pareceu ressoar com a maioria dos presentes.

Declarações do artista

Durante o intervalo, Baker explicou que adotou um novo nome artístico, deixando de lado o apelido “Machine Gun Kelly” – inspirado em um gângster dos anos 30 – em busca de uma identidade mais pacífica. Ele também comentou que não almejava uma performance perfeita, mas sim refletir o momento que estava vivendo, inclusive falando sobre a inevitabilidade do envelhecimento e da mudança de estilo.

Análise da performance

Embora alguns trechos, como a interpretação mais sóbria de “My Ex’s Best Friend”, tenham sido apontados como pontos altos, a mistura de pop‑punk emotivo com o clima predominantemente de hard rock do festival acabou gerando um descompasso. O uso de um microfone sobre um pedestal em forma de cigarro e a coreografia inspirada em boy bands acrescentaram um toque teatral que, para boa parte do público, pareceu fora de lugar. Assim, a estreia de MGK no Rock in Rio ficou marcada mais pela reação da plateia do que pela qualidade musical em si.

Com informações de G1 Pop & Arte.

Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.

— Redação Gazeta Nacional

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