Decreto russo exige registro de galinhas e gera confusão nas filas dos serviços públicos
Um novo decreto do governo russo, que entrou em vigor na última terça‑feira, estabeleceu a obrigatoriedade de registrar aves domésticas, além de camelos e renas. A medida, anunciada como parte de um amplo programa de controle sanitário e rastreio de animais, gerou uma onda de curiosidade e, em alguns casos, constrangimento entre os cidadãos que se dirigiram aos balcões de serviços públicos com galinhas vivas.
Decreto e suas exigências
O texto legislativo determina que proprietários de aves de criação — como galinhas, patos e perus — preencham um cadastro online ou presencial, apresentando informações sobre espécie, número de animais e finalidade (consumo ou produção de ovos). A mesma obrigação se estende a camelos e renas, animais de criação típicos em regiões do norte da Rússia. Segundo o próprio documento, o registro visa facilitar a vigilância epidemiológica e prevenir a propagação de doenças zoonóticas.
Reação da população
Nas primeiras horas após a publicação, centenas de residentes de cidades como Moscou, São Petersburgo e Krasnoyarsk apareceram nas agências de registro com galinhas nos braços, alguns até carregando caixas de ovos. Muitos relataram não ter recebido instruções claras sobre como proceder, o que acabou por transformar a ação em motivo de piada nas redes sociais, com memes que comparavam a situação a uma “feira de adoção de galinhas”.
Esclarecimentos das autoridades
Em resposta ao volume inesperado de visitas, o Ministério da Agricultura russo emitiu um comunicado de que o registro pode ser feito de forma digital, sem a necessidade de levar os animais até os balcões. O órgão ainda informou que as autoridades locais receberão treinamento para orientar a população e que pontos de apoio telefônico estarão disponíveis para esclarecer dúvidas.
Impacto e críticas
Especialistas em políticas públicas apontam que a falta de comunicação eficaz pode comprometer a eficácia de iniciativas sanitárias. O professor Igor Petrov, da Universidade Estatal de Moscou, destacou que “a obrigatoriedade de registro é válida, mas a sua implementação deve ser acompanhada de campanhas educativas”. Organizações de defesa dos direitos dos animais também criticaram a medida, alegando que a presença de aves em ambientes burocráticos pode gerar sofrimento desnecessário aos animais.
Perspectivas futuras
O governo sinalizou que pretende ajustar o procedimento, simplificando o processo de inscrição e disponibilizando aplicativos móveis para o cadastro. Enquanto isso, a população permanece atenta às próximas orientações, esperando que a burocracia seja reduzida e que o registro de aves se torne uma prática rotineira, sem a necessidade de levar os animais ao balcão de atendimento.
Com informações de Euronews PT.
Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.
— Redação Gazeta Nacional